domingo, 3 de fevereiro de 2019

Coleções Entomológicas em Portugal

Em Portugal estão listadas apenas 4 coleções de insectos (entomologia) e aranhas (arachnologia) com código mais ou menos oficial. Serão as maiores e mais importantes, mas acredito que haja outras, tanto públicas como privadas, provàvelmente incluindo também crustáceos e miriápodes, pelo que seriam mais corretamente chamadas de coleções artropodológicas (arthropodologia). Agora que um projeto de recolha de informação sobre invertebrados no território português está em curso, espero que esta lista venha a ser atualizada ou aumentada.

Coleção MZCP [MZC]
Universidade de Coimbra, Coimbra
Número de espécimes: ? (~ 300 000)

Coleção LZLP
Universidade de Lisboa, Lisboa
Número de espécimes: ? (> 127 000)

Coleção IICT
Instituto de Investigação Científica Tropical, Lisboa
Número de espécimes: ?

Coleção IZPC [IZP, IZS]
Universidade do Porto, Porto
Número de espécimes: ?

A mesma fonte cita 59 coleções entomológicas no Brasil! E cita também as seguintes 4 coleções noutros países e regiões de língua portuguesa (cf. a referência no fim deste post):

Coleção MPGB
Museu Etnográfico Nacional, Bissau, Guiné-Bissau
Número de espécimes: ?

Coleção MDLA
Museu do Dundo, Dundo, Angola
Número de espécimes: ?

Coleção CPMM
Museu de História Natural, Maputo, Moçambique
Número de espécimes: ?

Coleção MACA
Museu Natural e Agrário, Parque de Seac Pai Van, Macau
Número de espécimes: ?

Ref. Evenhuis, N.L. 2018. The insect and spider collections of the world website. Available at: http://hbs.bishopmuseum.org/codens/ [Last accessed: 02 February 2019]. Esta referência é ela própria baseada na obra de Arnett, Samuelson & Nishida (1993) The Insect and Spider Collections of the World, 2nd edition, já bastante desatualizada, mas com "substantial additions and corrections".

Ligações. Tagis - Centro de Conservação das Borboletas de Portugal,

sábado, 5 de janeiro de 2019

Coleções Ictiológicas e Herpetológicas em Portugal

São dez as coleções de peixes (ichthyologia) e de répteis e anfíbios (herpetologia) portuguesas que têm código internacional. O código (tal como o dos herbários) serve para citação simples e direta quando os espécimes pertencentes às ditas coleções são usados em publicações ou bases de dados. As dez coleções pertencem a nove instituições (a da Universidade dos Açores tem dois códigos consoante o departamento) e o código corresponde à totalidade das coleções dessas instituições apenas com o afixo "fishes" ou "herps" em inglês. Desconheço (por enquanto) o número de espécimes contidos em cada uma das coleções. A coleção do Museu Oceanográfico do Portinho da Arrábida, apesar de ter certamente bastante importância, não parece ter código.

Frascos de vidro com espécimes de peixes endémicos de Portugal, conservados em álcool, da coleção moderna do Museu Bocage. Imagem retirada da página do MuHNaC.

Coleção MZC                                                                [Museu Zoológico]
Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, Coimbra
Número de espécimes: ?

Coleção IICT [CZ-IICT, CZL]                                 [Centro de Zoologia]
Instituto de Investigação Científica Tropical, Lisboa
Número de espécimes: ?

Coleção MHNFCP (herps) [MZP]                             [Museu Zoológico]
Museu de História Natural da Universidade do Porto, Porto
Número de espécimes: ?

Coleção MB (fishes & herps) [MBL, MUHNAC]       [Museu Bocage]
Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Lisboa
Número de espécimes: ? (~ 78 100)

Coleção AVG (fishes)
Museu Aquário Vasco da Gama, Cruz Quebrada - Dafundo
Número de espécimes: ?

Coleção INIP [IPIMAR]
Instituto Nacional de Investigação das Pescas e do Mar, Algés
Número de espécimes: ?

Coleção MCM (fishes)
Museu Carlos Machado, Ponta Delgada
Número de espécimes: ?

Coleção UAç-DOP [DOP/UA]      [Dep. de Oceanografia e Pescas]
Universidade dos Açores, Horta
Número de espécimes: ?

Coleção UAç-DCA                [Departamento de Ciências Agrárias]
Universidade dos Açores, Angra do Heroísmo
Número de espécimes: ?

Coleção MHNF [MMF]                                    [Museu Municipal]
Museu de História Natural do Funchal, Funchal
Número de espécimes: ?

Ref. Sabaj M.H. 2018. Standard symbolic codes for institutional resource collections in herpetology and ichthyology: An Online Reference. Version 7 (31 December 2018). Electronically accessible at http://www.asih.org/, American Society of Ichthyologists and Herpetologists, Washington, DC.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Felix sit annus novus!

Feliz Ano Novo!
Happy New Year!
Bonne Année!
Feliz Año Nuevo!
Felice Anno Nuovo!
Prosit Neujahr!
Feliz Aninovo!
Feliç Any Nou!
Καλή Χρονιά!
Gelukkig Nieuwjaar!
Laimingu Naujuju Netu!
Un An Nou Fericit!
С Новым Годом!
З Новим Роком!


segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Felicem Christi natalem!

Bom Natal!
Happy Christmas!
Joyeux Noël !
Feliz Navidad!
Buon Natale!
Fröhliche Weihnachte!
Bo Nadal!
Bon Nadal!
Καλά Χριστούγεννα!
Vrolijk Kerstfeest!
Laimingų Kalėdų!
Crăciun Fericit!
С Рождеством!
З Різдвом Христовим!

Vasco Fernandes, chamado "Grão Vasco". Adoração dos Reis Magos, políptico da Capela-mor da Sé de Viseu, datado entre 1501 e 1506Museu Nacional de Grão Vasco, Viseu. Creative Commons Licence.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Raciocínio, Reasoning, Raisonnement


"All people are equally entitled to the liberty of freely applying their reason, argued Spinoza. We are all capable of thinking and thought is our universal right. Our customs and traditions, values, language, upbringing and other cultural traits are tied to the specific nurturing environment and cultural tradition an individual belongs to, and therefore are not universal. The ability to apply rational thought, however, is something available to everyone. The only difference is that some people make use of it more frequently than others. (...) The concept of radical egalitarianism among people who accept the principles of argumentative public debate quickly established itself as the foundation of the scientific community, in which the content of an argument is more important than the person who utters it. Anyone who abides by the rules of the rational exchange of thought is welcome to contribute their ideas, which are later assessed by the scientific community. Unfortunately the principles of enlightenment in politics and wider society didn’t work out as well as in science. One important reason for this is that even though all people are capable of applying their reason and basing their decisions on relational analyses, in practice we don’t do this as often as we could. We tend to be guided automatically by the habits, beliefs and values of the cultural environment we live in. To stay alert and rationalize everything that is going on around us is not only very difficult but even practically impossible."
 Sašo Dolenc, in The Genius Who Never Existed, 2014, p. 123


domingo, 4 de novembro de 2018

Herbários Portugueses no Index Herbariorum

Deixo aqui a lista dos herbários portugueses no Index Herbariorum. São 21 no total, dos quais 3, estando inativos, foram transferidos para e integrados em herbários ativos, o que perfaz um total de 18 herbários científicos, consultáveis, dinâmicos e de importância internacional. Todos juntos contam com um total somado de 1 955 993 espécimes. Como as coleções antigas dos maiores herbários ainda não estão completamente inventariadas (portanto, os números apresentados são estimativas) e como os herbários ativos recebem constantemente novos espécimes, este é necessàriamente um número contabilizado por baixo.

Sala do Herbário da Universidade de Coimbra (COI). Imagem retirada da página do COI

Herbário COI (desde 1772)
Universidade de Coimbra
Número de espécimes: 800 000

Herbário LISU (desde 1839)
Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Lisboa
Número de espécimes: 300 000

Herbário LISC (desde 1948)
Instituto de Investigação Científica Tropical, Lisboa
Número de espécimes: 300 000

Herbário LISI (desde 1879)
Instituto Superior de Agronomia, Lisboa
Número de espécimes: 96 500

Herbario LISE (desde 1937)
Estação Agronómica Nacional, Oeiras
Número de espécimes: 90 000

Herbário PO (desde 1892)
Universidade do Porto
Número de espécimes: 73 877

Herbário LISJC, inativo, transferido para LISC
Jardim-Museu Agrícola Tropical, Lisboa
Número de espécimes: 57 000

Herbário ELVE (desde 1946)
Estação Nacional de Melhoramento de Plantas, Elvas
Número de espécimes: 35 000

Herbário LISFA (desde 1916)
Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Oeiras
Número de espécimes: 33 000

Herbário ALGU (desde 1988)
Universidade do Algarve
Número de espécimes: 27 000

Herbário AZ (desde 1880)
Museu Carlos Machado, Ponta Delgada
Número de espécimes: 25 000

Herbário HVR (desde 1979)
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real
Número de espécimes: 24 000

Herbário AVE (desde 1977)
Universidade de Aveiro
Número de espécimes: 22 000

Herbário MADJ (desde 1960)
Jardim Botânico da Madeira
Número de espécimes: 21 570

Herbário AZB (desde 1982)
Universidade dos Açores, Ponta Delgada
Número de espécimes: 19 100

Herbário AZU (desde 1982)
Universidade dos Açores, Angra do Heroísmo
Número de espécimes: 12 254

Herbário MADM (desde 1950)
Museu de História Natural do Funchal
Número de espécimes: 9 500

Herbário UEVH (desde 1979)
Universidade de Évora
Número de espécimes: 5 000

Herbário MADS, inativo, transferido para MADJ
Museu de História Natural do Seminário do Funchal
Número de espécimes: 3 700

Herbário INA (desde 1916)
Instituto Nun'Alvres, Santo Tirso
Número de espécimes: 1 000

Herbário CRCA, inativo, transferido para LISI
Instituto dos Cereais, Lisboa
Número de espécimes: 492


Por curiosidade (e porque estão próximos no mapa), na Galiza estão listados os seguintes 3 herbários, com um total de 261 000 espécimes.

Herbário SANT (desde 1945)
Universidade de Santiago de Compostela
Número de espécimes: 150 000

Herbário LOU (desde 1945)
AGACAL, Xunta de Galicia
Número de espécimes: 97 000

Herbário LUGO (desde 1994)
IBADER, Campus Universitario de Lugo
Número de espécimes: 14 000

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Revistas científicas portuguesas extintas

É muito difícil encontrar informação fidedigna sobre elas, mas felizmente muitas já têm todos os seus volumes digitalizados e disponíveis on-line em arquivos portugueses e também estrangeiros. Incluo também algumas do meu interesse que ainda resistem.

Cabeçalho do famoso artigo de Adriano de Paiva publicado na revista "O Instituto" em 1878, em português. Um passo (sem seguimentono caminho que levaria à televisão, .


1853-1981 O Instituto: Jornal Scientifico e Litterario
Instituto de Coimbra

1854-1914 Memorias da Academia Real das Sciencias de Lisboa. Classe de sciencias mathematicas, physicas e naturaes
Academia Real das Sciencias de Lisboa

1866-1923 Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes
Academia Real das Sciencias de Lisboa

Imprensa da Universidade de Coimbra

1880-1881 O Pantheon: revista de sciencias e lettras
Leite de Vasconcelos e Mont'Alverne de Sequeira

1883-1920 Boletim da Sociedade Broteriana, 1.ª Série
1922-2004 Boletim da Sociedade Broteriana, 2.ª Série
Sociedade Broteriana

Colégio de São Fiel, Louriçal do Campo, Serra da Gardunha

1911-1986 Anais da Faculdade de Sciências. Universidade do Porto
Universidade do Porto

1914-1982 Contribuições para o Estudo da Antropologia Portuguesa
1982-hoje Antropologia Portuguesa
Universidade de Coimbra

1937-1950 Revista da Faculdade de Ciências de Lisboa
1950-1973 Revista da Fac. de Ciências de Lisboa, 2.ª Série, A - Matemática
1950-1968 Revista da Fac. de Ciências de Lisboa, 2.ª Série, B - Física e Química
1950-1974 Revista da Fac. de Ciências de Lisboa, 2.ª Série, C - Cências Naturais
Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

1944-hoje Portugaliae Acta Biologica
Jardim Botânico da Universidade de Lisboa

1980-hoje ARQUIPÉLAGO – Life and Marine Sciences
Universidade dos Açores

2012-hoje Cadernos do Grupo de Estudos em Evolução Humana
Universidade de Coimbra

Alguns links úteis:
Biblioteca Digital de Botânica
https://archive.org/
https://www.biodiversitylibrary.org/Default.aspx