sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Raciocínio, Reasoning, Raisonnement


"All people are equally entitled to the liberty of freely applying their reason, argued Spinoza. We are all capable of thinking and thought is our universal right. Our customs and traditions, values, language, upbringing and other cultural traits are tied to the specific nurturing environment and cultural tradition an individual belongs to, and therefore are not universal. The ability to apply rational thought, however, is something available to everyone. The only difference is that some people make use of it more frequently than others. (...) The concept of radical egalitarianism among people who accept the principles of argumentative public debate quickly established itself as the foundation of the scientific community, in which the content of an argument is more important than the person who utters it. Anyone who abides by the rules of the rational exchange of thought is welcome to contribute their ideas, which are later assessed by the scientific community. Unfortunately the principles of enlightenment in politics and wider society didn’t work out as well as in science. One important reason for this is that even though all people are capable of applying their reason and basing their decisions on relational analyses, in practice we don’t do this as often as we could. We tend to be guided automatically by the habits, beliefs and values of the cultural environment we live in. To stay alert and rationalize everything that is going on around us is not only very difficult but even practically impossible."
 Sašo Dolenc, in The Genius Who Never Existed, 2014, p. 123


domingo, 4 de novembro de 2018

Herbários Portugueses no Index Herbariorum

Deixo aqui a lista dos herbários portugueses no Index Herbariorum. São 21 no total, dos quais 3, estando inativos, foram transferidos para e integrados em herbários ativos, o que perfaz um total de 18 herbários científicos, consultáveis, dinâmicos e de importância internacional. Todos juntos contam com um total somado de 1 955 993 espécimes. Como as coleções antigas dos maiores herbários ainda não estão completamente inventariadas (portanto, os números apresentados são estimativas) e como os herbários ativos recebem constantemente novos espécimes, este é necessàriamente um número contabilizado por baixo.

Sala do Herbário da Universidade de Coimbra (COI). Imagem retirada da página do COI

Herbário COI (desde 1772)
Universidade de Coimbra
Número de espécimes: 800 000

Herbário LISU (desde 1839)
Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Lisboa
Número de espécimes: 300 000

Herbário LISC (desde 1948)
Instituto de Investigação Científica Tropical, Lisboa
Número de espécimes: 300 000

Herbário LISI (desde 1879)
Instituto Superior de Agronomia, Lisboa
Número de espécimes: 96 500

Herbario LISE (desde 1937)
Estação Agronómica Nacional, Oeiras
Número de espécimes: 90 000

Herbário PO (desde 1892)
Universidade do Porto
Número de espécimes: 73 877

Herbário LISJC, inativo, transferido para LISC
Jardim-Museu Agrícola Tropical, Lisboa
Número de espécimes: 57 000

Herbário ELVE (desde 1946)
Estação Nacional de Melhoramento de Plantas, Elvas
Número de espécimes: 35 000

Herbário LISFA (desde 1916)
Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Oeiras
Número de espécimes: 33 000

Herbário ALGU (desde 1988)
Universidade do Algarve
Número de espécimes: 27 000

Herbário AZ (desde 1880)
Museu Carlos Machado, Ponta Delgada
Número de espécimes: 25 000

Herbário HVR (desde 1979)
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real
Número de espécimes: 24 000

Herbário AVE (desde 1977)
Universidade de Aveiro
Número de espécimes: 22 000

Herbário MADJ (desde 1960)
Jardim Botânico da Madeira
Número de espécimes: 21 570

Herbário AZB (desde 1982)
Universidade dos Açores, Ponta Delgada
Número de espécimes: 19 100

Herbário AZU (desde 1982)
Universidade dos Açores, Angra do Heroísmo
Número de espécimes: 12 254

Herbário MADM (desde 1950)
Museu de História Natural do Funchal
Número de espécimes: 9 500

Herbário UEVH (desde 1979)
Universidade de Évora
Número de espécimes: 5 000

Herbário MADS, inativo, transferido para MADJ
Museu de História Natural do Seminário do Funchal
Número de espécimes: 3 700

Herbário INA (desde 1916)
Instituto Nun'Alvres, Santo Tirso
Número de espécimes: 1 000

Herbário CRCA, inativo, transferido para LISI
Instituto dos Cereais, Lisboa
Número de espécimes: 492


Por curiosidade (e porque estão próximos no mapa), na Galiza estão listados os seguintes 3 herbários, com um total de 261 000 espécimes.

Herbário SANT (desde 1945)
Universidade de Santiago de Compostela
Número de espécimes: 150 000

Herbário LOU (desde 1945)
AGACAL, Xunta de Galicia
Número de espécimes: 97 000

Herbário LUGO (desde 1994)
IBADER, Campus Universitario de Lugo
Número de espécimes: 14 000

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Revistas científicas portuguesas extintas

É muito difícil encontrar informação fidedigna sobre elas, mas felizmente muitas já têm todos os seus volumes digitalizados e disponíveis on-line em arquivos portugueses e também estrangeiros. Incluo também algumas do meu interesse que ainda resistem.

Cabeçalho do famoso artigo de Adriano de Paiva publicado na revista "O Instituto" em 1878, em português. Um passo (sem seguimentono caminho que levaria à televisão, .


1853-1981 O Instituto: Jornal Scientifico e Litterario
Instituto de Coimbra

1854-1914 Memorias da Academia Real das Sciencias de Lisboa. Classe de sciencias mathematicas, physicas e naturaes
Academia Real das Sciencias de Lisboa

1866-1923 Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes
Academia Real das Sciencias de Lisboa

Imprensa da Universidade de Coimbra

1880-1881 O Pantheon: revista de sciencias e lettras
Leite de Vasconcelos e Mont'Alverne de Sequeira

1883-1920 Boletim da Sociedade Broteriana, 1.ª Série
1922-1970 Boletim da Sociedade Broteriana, 2.ª Série
Sociedade Broteriana

Colégio de São Fiel, Louriçal do Campo, Serra da Gardunha

1911-1986 Anais da Faculdade de Sciências. Universidade do Porto

1914-1982 Contribuições para o Estudo da Antropologia Portuguesa
1982-hoje Antropologia Portuguesa

1937-1950 Revista da Faculdade de Ciências de Lisboa
1950-1973 Revista da Fac. de Ciências de Lisboa, 2.ª Série, A - Matemática
1950-1968 Revista da Fac. de Ciências de Lisboa, 2.ª Série, B - Física e Química
1950-1974 Revista da Fac. de Ciências de Lisboa, 2.ª Série, C - Cências Naturais
Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

1944-hoje Portugaliae Acta Biologica
Jardim Botânico da Universidade de Lisboa

1980-hoje ARQUIPÉLAGO – Life and Marine Sciences
Universidade dos Açores

2012-hoje Cadernos do Grupo de Estudos em Evolução Humana
Universidade de Coimbra

Alguns links úteis:
Biblioteca Digital de Botânica
https://archive.org/
https://www.biodiversitylibrary.org/Default.aspx

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Tipologias de Museus de História Natural em PT

Em Portugal eu conto 12 Museus de História Natural, os quais organizo tentativamente em grupos que poderiam ser de três:

Grandes Museus Universitários
- Museu de História Natural e da Ciência da Universidade de Coimbra
- Museu de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa
- Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto

Museus de História Natural
- Museu de História Natural do Funchal
- Museu de História Natural de Sintra
- ...

Museus de Geologia e Paleontologia
- Museu Geológico de Lisboa
- Museu da Lourinhã
- Museu de Geologia Fernando Real da UTAD

Museus de Botânica
- Museu Botânico da Escola Superior Agrária de Beja
- ...
- ...

Museus Mistos
- Museu Maynense da Academia das Ciências
- Museu Carlos Machado
- Museu Aquário Vasco da Gama

É de notar que não existam museus monotemáticos de Zoologia, e é inegável que os três museus universitários sempre hão de tomar a dianteira, provàvelmente ex aequo, ainda que no papel o de Lisboa seja o Museu Nacional de História Natural e da Ciência, e o de Coimbra seja denominado apenas Museu [de História Natural e] da Ciência... É interessante que os únicos dois museus que se chamam, simplesmente, mas com todas as letras, "de História Natural", sejam relativamente recentes! (O do Funchal é de fundação antiga, mas só recentemente assumiu que a sua verdadeira identidade e excelência está na HN.) Acho muito bem que haja novos museus dedicados à história natural (e municipais, e que não se chamem "de Ciência" ou "do Ambiente", nomes eufemísticos)! Mais interessante ainda é que haja um museu privado (o da Lourinhã) e um associativo (o Maynense): há bastantes privados e associações com boas coleções de história natural, poderá haver mais espaços dedicados abertos ao público futuramente. Não incluo nesta lista coleções de história natural que não estejam integradas em museus abertos ao público, como o Herbário da Universidade de Coimbra, o da de Évora, o da de Aveiro e o da do Algarve, o do Instituto Superior de Agronomia, o do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, o do Instituto Politécnico de Bragança, o da Estação Agronómica Nacional e o da Estação Nacional de Melhoramento de Plantas [1]. Hesito em incluir o Museu Marítimo de Ílhavo [2] na lista dos museus de história natural, porque, apesar de conter muito material das disciplinas naturais, é talvez melhor descrito como um ecomuseu, ou mesmo um museu etnográfico...

Referências
[1] http://listavermelha-flora.pt/recursos/
[2] http://www.museumaritimo.cm-ilhavo.pt/

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Citações para pensar

“Oscar Wilde said that if you know what you want to be, then you inevitably become it - that is your punishment, but if you never know, then you can be anything. There is a truth to that. We are not nouns, we are verbs. I am not a thing - an actor, a writer - I am a person who does things - I write, I act - and I never know what I am going to do next. I think you can be imprisoned if you think of yourself as a noun.”
― Stephen Fry

Tira de WillTirando, de 24/10/2013

“A painter paints his pictures on canvas. But musicians paint their pictures on silence. We provide the music, and you provide the silence.”
― Leopold Stokowski addressing an audience at the Carnegie Hall, as quoted in The New York Times, 11th May 1967

“Distinct species are not a fact of nature, but of language; they are 'distinct complex ideas with distinct names attached to them.' There are, it is true, differing things in nature, but the differences proceed by continuous gradations: 'the boundaries of the species, whereby men sort them, are made by men.' ”
― Bertrand Russell, in A History of Western Philosophy (1944) [ed. Routledge 2004, p. 654], on Locke's epistemology, Essays (1689), Book III, Chapter VI "On the Names of Substances"

“El físico sabe muy bien que lo que dice su teoría no lo hay en la realidad (...) El hombre de la calle trabaja sobre el plano real y describe fenómenos reales (aquellos que afectan directamente nuestra experiencia sensible o mesocosmos) mientras que el científico trabaja en un plano ideal donde describe fenómenos científicos (relativos al microcosmos y al macrocosmos) que tienen una correpondencia mucho menos estrecha con el mundo experiencial que conocemos. (...) El punto matemático, el triángulo geométrico, el átomo físico, no poseerían las exactas cualidades que poseen si no fuesen meras construcciones mentales.”
― Ortega y Gasset (1964)

“En decir españoles se entiende que no hay diferencia de ésta a aquella nación de las que se comprenden en los límites de España. Y lo mismo que de los catalanes se entiende cuanto a los portugueses.”
― Don Gaspar de Guzmán, conde-duque de Olivares (citado en Elliott (1984), The Revolt of the Catalans, p. 204); afinal não foi o Camões que disse “espanhóis somos todos”
«Sin embargo, en ningún momento [Olivares] compartió los prejuicios de que hacían gala la mayor parte de los aristócratas castellanos, que miraban con desdén a los habitantes de las demás regiones y que les consideraban como ciudadanos de segunda clase. Olivares no tenía tiempo para una actitud de ese tipo y en 1632, en el curso de una reunión del Consejo de Estado, recriminó a aquellos que discriminaban a los catalanes.» Lynch (2005) Edad Moderna - Crisis y recuperación, 1598-1808, p. 95

“Neste roteiro vão escritas muitas coisas que parecem estranhas e impossíveis, as quais escrevi medrosamente, não porque delas não fosse mui certificado, mas por receio que tive de sair da opinião comum.”
― Dom João de Castro, in Roteiros (1538), lido aqui

“Être heureux, c'est apprendre à choisir. Non seulement les plaisirs appropriés, mais aussi sa voie, son métier, sa manière de vivre et d'aimer. Choisir ses loisirs, ses amis, les valeurs sur lesquelles fonder sa vie. Bien vivre, c'est apprendre à ne pas répondre à toutes les sollicitations, à hiérarchiser ses priorités. L'exercice de la raison permet une mise en cohérence de notre vie en fonction des valeurs ou des buts que nous poursuivons. Nous choisissons de satisfaire tel plaisir ou de renoncer à tel autre parce que nous donnons un sens à notre vie ― et ce, aux deux acceptions du terme : nous lui donnons à la fois une direction et une signification.”
― lido no Facebook, 23 Jan 2016 (atribuído ou a Séneca ou a Montaigne)

“La cuisine portugaise se distingue par de subtiles combinaisons de goûts, l'emploi modéré d'épices fortes, masi de beaucoup de fines herbes et d'aromates. Quelques traits généreaux ressortent : grande consommation de chou, de riz, de pomme de terre, et de morue ; goût marqué pour les soupes ; nombreux apprêts de poissons et de fruits de mer ; charcuterie renommé ; desserts très sucrés, souvent à base d'oeuf.”
― Le Grand Larousse gastronomique (2007), vertebe “Portugal”, até que em fim uma descrição da gastronomia portuguesa com a qual eu concordo inteiramente!

domingo, 7 de outubro de 2018

1 década + 1 ano de Gaveta com Saber


Eis um post comemorativo. Faz este mês de Outubro 10+1 anos desde a abertura da gaveta. Onze anos nos quais, na prática, apenas o primeiro (e talvez também 2014-2015) foi verdadeiramente activo. A tentativa de o reavivar em 2014 desembocou no anticlímax de 2016-2017, onde publiquei ainda menos posts do que em 2012-2013, quando pensei que tinha mesmo batido no fundo. (E este post comemorativo devia ter saído em 2017, mas  que querem?  esqueci-me...)

Agradeço vivamente a quem por aqui continua a passar, sinal de que os velhos posts continuam a interessar e a ser úteis. Por ver o Saber contado a aumentar, decidi manter o blog, não o apagar, e tentar postar de vez em quando qualquer coisa (tenho vários rascunhos em espera há anos). Vou, talvez, reduzir as expectativas, minhas e dos leitores, e assumir que não hei de conseguir publicar senão dois ou três posts por ano, porque há muita coisa para fazer na realidade material.

terça-feira, 21 de março de 2017

Coleções de História Natural em Portugal

Segundo um primeiro levantamento das coleções de história natural, organizado pelo NatCol (que viria a ser designado em 2014 PRISC [1]), existe um total de 2 113 619 espécimes nos acervos dos museus e universidades em Portugal [2]. Nesse levantamento este número repartia-se da seguinte maneira, por disciplinas:

Herbários........................ 1 501 948                                                   
Zoologia........................ 0 450 061                                                   
Geologia........................ 0 122 029                                                   
Arqueologia........................ 0 021 702                                                   
Antropologia........................ 0 017 879                                                   

Gosto de pensar que estes são número preliminares, estimados por baixo, porque uma grande parte das coleções não estarão sequer inventoriadas, enquanto muitas outras, pequenas porém importantes, estarão dispersas por museus municipais, institutos, escolas e privados. Segue uma listagem dos maiores acervos por instituição, com números a mor das vezes retirados dos websites das mesmas, suavemente atualizados em relação aos do PRISC. Em 2015 o IICT foi extinto e as suas coleções foram integradas na Universidade de Lisboa (fusão da Universidade Técnica com a Universidade Clássica em 2013), mas nesta lista eu considero-o ainda como instituição em parte inteira.


1. Universidade de Coimbra, Coimbra
Cerca de 1 048 400 objetos [3]. O Herbário tem cerca de 800 000 exemplares. O Museu da Ciência tem cerca de 248 400 objetos. A coleção do Museu reparte-se da seguinte maneira:

Zoologia ................ 200 000                  
Mineralogia e Geologia ................ 020 000                  
Antropologia ............. ~ 014 000                  
Medicina ............. > 005 000                  
Botânica (excl. o Herbário) ................ 003 400                  
Física ............. ~ 003 000                  
Química ............. > 001 000                  
Astronomia (+ 30 000 espectros solares) ............. > 001 000                  
Farmácia ............. ~ 001 000                 

Como só as disciplinas de Zoologia, Geologia, Antropologia e Botânica são tradicionalmente consideradas História Natural, só haverá 237 400 objetos de História Natural sensu stricto no Museu. Mas mesmo assim, com mais de 1 milhão de objetos entre o Museu e o Herbário, a Universidade de Coimbra tem as maiores coleções de História Natural do país. E tem ainda a Algoteca, isto é, a coleção de algas vivas, que contém cerca de 4 000 tubos de cultura, para não falar das coleções que existem forçosamente nos departamentos e faculdades e que não foram integradas no museu.


3. Universidade de Lisboa, Lisboa
Cerca de 678 316 objetos [5]. As coleções repartem-se assim:

Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Total 644 236              
ZOOLOGIA.........................................total 303 630                    
Peixes............. ~ 075 000                    
Insectos............. ~ 066 000                    
Crustáceos............. ~ 058 000                    
Invertebrados não-artrópodes............. ~ 045 000                    
Tecidos e ADN............. ~ 026 000                    
Larvas de peixe............. ~ 017 000                    
Mamíferos............. ~ 006 000                    
Aracnídeos............. > 003 000                    
Aves............. ~ 002 700                    
Antropologia................ 001 830                    
Répteis............. ~ 001 700                    
Anfíbios............. ~ 001 400                    
BOTÂNICA.........................................total 251 280                    
Herbário de vasculares.............. 120 000                    
Herbário de briófitas.............. 070 000                    
Líquens.............. 040 000                    
Fungos.............. 012 000                    
Objetos naturais........... ~ 004 000                    
Sementes............. ~ 003 700                    
Carpoteca................ 001 580                    
GEOLOGIA..........................................total 089 326                    
Estratigrafia............. ~ 032 330                    
Coleções didáticas............. ~ 020 000                    
Paleontologia................ 017 989                    
Mineralogia................ 010 699                    
Petrologia................ 008 308                    

Departamentos e Faculdades
Aparentemente fora do MuHNaC, vários Departamentos e Faculdades da Universidade de Lisboa (da antiga Universidade Clássica de Lisboa, in fact) têm coleções de História Natural repartidas pelas disciplinas de Entomologia, Antropologia, Zoologia, Botânica, Petrologia, Farmácia e Medicina, num total de mais de 34 080 objetos [6].


3. Instituto de Investigação Científica Tropical, Lisboa

Cerca de 662 000 objetos, dos quais 520 000 espécimes biológicos e geológicos, e 142 000 artefactos arqueológicos e etnográficos [4]. Fora da História Natural, mas para referência (e dada a sua inquestionável importância), o IICT tem ainda 210 000 mapas e cartas, 730 000 fotografias e cerca de 16 km de documentação no Arquivo Histórico Ultramarino.


4. Museu Geológico, Lisboa
Um acervo estimado em 500 000 objetos [7]. As colecções repartem-se por quatro disciplinas principais: Geologia de Lisboa, Paleontologia, Mineralogia e Arqueologia.


5. Museu de História Natural da Universidade do Porto, Porto
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo, mas imagino que esteja nas centenas de milhar, por isso incluo-o em 5.º lugar.


6. Museu de História Natural do Funchal, Funchal
Cerca de 41 166 objetos, ou > 47 000 registros (100 000 espécimes) [8].


7. Museu Carlos Machado, Ponta Delgada
O Herbário tem 32 232 exemplares [9].


8. Museu de História Natural de Sintra, Sintra
Cerca de 12 207 objetos [10] das seguintes disciplinas:

Paleontologia ............. 9 416                           
Malacologia ............. 1 347                           
Mineralogia ............. 0 900                           
Petrografia ............. 0 544                         

Possui coleções de paleontologia (fósseis, incluindo trilobites e alguns exemplares raros e bem conservados de dinossáurios), mineralogia (minerais incluindo alguns lapidados), malacologia (conchas de bivalves e gastrópodes), petrografia (rochas, incluindo meteoritos, entre os quais o Meteorito de Nantan (China) cujo impacto com a Terra foi referenciado em documentos do séc. XVI) e uma pequena biblioteca especializada. A principal atração é o esqueleto do dinossáurio Braseodactylus sp. proveniente da Chapada do Araripe (Ceará, Brasil).


#. Museu do Aquário Vasco da Gama, Oeiras (Dafundo)
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.

#. Museu da Lourinhã, Lourinhã
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.

#. Museu Botânico da Escola Superior Agrária de Beja, Beja
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.

#. Museu Maynense da Academia das Ciências, Lisboa
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.

#. Museu de Geologia Fernando Real da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.

#. Museu Marítimo de Ílhavo, Ílhavo
Malacologia (a maior coleção do país).


NOTA sobre as Coleções de História Natural Brasileiras:
Cerca de 26 milhões de espécimes. Dom João VI criou em 1818 a Casa dos Pássaros, que deu origem ao Museu Nacional do Rio de Janeiro. Em 1866 foram criadas as coleções científicas do Museu Paraense Emílio Goeldi, e em 1886 as do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. Hoje, estas três instituições abrigam o maior acervo da diversidade biológica brasileira [11].


Referências
- Cartaxana et al. (2014) Ecologi@ 7: 15-21. http://speco.fc.ul.pt/revistaecologia_7_art_1_1.pdf
[1] MuHNaC lidera consórcio; PRISC - Portuguese Research Infrastructure of Scientific Collections.
[2] Notícia do Público de 04/08/2011.
[3] Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
[4] http://icom-portugal.org/documentos_dm,129,407,detalhe.aspx
[5] http://www.museus.ulisboa.pt/pt-pt/colecoes
http://memoria.ul.pt/index.php/Especial:Pesquisa/Colec%C3%A7%C3%B5es_do_MNHN
https://midas.revues.org/804?lang=pt
https://www.academia.edu/9384595/As_Cole%C3%A7%C3%B5es_Zool%C3%B3gicas_do_Museu_Nacional_de_Hist%C3%B3ria_Natural_e_da_Ci%C3%AAncia._The_zoological_collections_at_the_National_Natural_History_and_Science_Museum_
[6]http://memoria.ul.pt/index.php/Patrim%C3%B3nio_Hist%C3%B3rico,_Cient%C3%ADfico_e_Art%C3%ADstico_da_Universidade_de_Lisboa
[7] Página do Museu Geológico; Página da DGPC ; notícia do Observador de 28/02/2016.
[8] Colecções do Museu de História Natural do Funchal
[9] http://www.moura.uac.pt/ficheiros/catalogo_exposicao.pdf
[10] http://www.natural.pt/portal/pt/Infraestrutura/Item/137
[11] http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252003000300017&script=sci_arttext