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quarta-feira, 19 de abril de 2023

As Artes, um pequeno apontamento

Word cloud made with https://wordart.com/.

The Arts
Major constituents of the arts include literature – including poetry, novels and short stories, and epics; performing arts – among them music, dance, and theatre; culinary arts such as baking, chocolatiering, and winemaking; media arts like photography and cinematography, and visual arts – including drawing, painting, ceramics, and sculpting. Some art forms combine a visual element with performance (e.g. film) and the written word (e.g. comics).

As Artes de Vasari
• Pintura, 
• Escultura, 
• Arquitectura.

As Artes Ornamentais
• O vitral, a pintura mural, a miniatura gótica.
• Orfèvrerie, émaillerie, tapisserie.
• Azulejaria, loiça, vidros.
• Mobiliário e interiores.

Artes liberales
• Trivium – an introductory curriculum involving grammar, rhetoric, and logic.
• Quadrivium – a curriculum involving the "mathematical arts" of arithmetic, geometry, music, and astronomy.

Artes mechanicae
Johannes Scotus Eriugena (9th century) divides them somewhat arbitrarily into seven parts:
• vestiaria (tailoring, weaving)
• agricultura (agriculture)
• architectura (architecture, masonry)
• militia and venatoria (warfare and hunting, Military education, "martial arts")
• mercatura (trade)
• coquinaria (cooking)
• metallaria (blacksmithing, metallurgy)
In his "Didascalicon," Hugh of St Victor (12th century) includes navigation, medicine and theatrical arts instead of commerce, agriculture and cooking.

Referências
[Esqueci-me de as apontar... logo, infelizmente, não faço ideia de onde é que estas coisas vêm...]

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Farmacopeias publicadas em Portugal desde 1695

As farmacopeias são os catálogos dos medicamentos em uso, suas propriedades ("virtudes"), posologia ("doses") e fórmulas, e existem pelo menos desde a Materia Medica de Dioscórides. Em Portugal publicaram-se bastantes no século XVIII, incluindo a primeira com caráter oficial, a Pharmacopeia Geral (1794). Um bom artigo sobre o tema é o de Pita & Bell (2019) Da Pharmacopea Lusitana à Farmacopeia Portuguesa: uma viagem pela história do livro farmacêutico (sécs. XVIII-XXI). In Andrade & Carrington (Coords.), Do Manuscrito ao Livro Impresso I. Imprensa da Universidade de Coimbra & UA Editora - Universidade de Aveiro. https://doi.org/10.14195/978-989-26-1711-4_8. 
E aqui está um pequeno texto da Ordem dos Farmacêuticos. Ver também Nomenclatura química portuguesa no século XVIII, de António Amorim da Costa e Conceição et al. (2014) As farmacopeias portuguesas e a saúde pública. Acta Farmacêutica Portuguesa, vol. 3, n. 1, pp. 43-58. Para compilar esta lista diverti-me a transcrever os títulos, ou melhor, as primeiras páginas das antigas farmacopeias impressas em Portugal. A variação ortográfica é espantosa!


1695 Polyanthea Medicinal, de João Curvo Semedo (1635-1719)
NOTICIAS GALENICAS, E CHYMICAS, Repartidas em tres Tratados; DEDICADAS AO ILLUSTRISSIMO, E REVERENDISSIMO SENHOR LUIS DE SOUSA, Arcebiſpo de Lisboa, Cappellaõ Mòr de Sua Mageſtade, & ſeu Conſelheyro de Eſtado, por JOAM CURVO SEMMEDO, Medico, Familiar do Santo Officio, & Cavalleyro profeſſo da Ordem de Chriſto. LISBOA, Na Officina de MIGUEL DESLANDES, Impreſſor de Sua Mageſtade. Com todas as licenças neceſſarias, & Privilegio Real. M. DC. XCVII.

1704 Pharmacopea Lusitana, de Dom Caetano de Santo António (m. 1730)
Pharmacopea Lusitana. Methodo Pratico de preparar, & compor os medicamentos na forma Galenica com todas as receitas mais uzuais. Offerecida a Sagrada, e sempre Observante Congregaçaõ dos Conegos Regulares de Sancto Auguſtinho do Reyno de Portugal &c. Por D. Caietano de Santo Antonio, Professo da mesma Ordem, boticario do Real Moſteiro de Santa Cruz de Coimbra. Em Coimbra, Com todas as licenças neceſſarias. Na Impreſſaõ de Joam Antunes, Mercador de livros. Anno de 1704.

1713 Pharmacopea Bateana, de George Bate (tradução de Dom Caetano de Santo António)
Pharmacopea Bateana na qual se contem quasi oytocentos medicamentos tirados dA pratica de Jorge Bateo Protomedico de Carlos Segundo Rey de Inglaterra, eſcrita pela ordem Alphabetica, Traduzida de Latim em Portuguez, e offerecida Ao Reverendissimo Padre D. Joseph de S. Joaõ Prior do Real Moſteyro de Santa Cruz, & Prelado do ſeu izento, adminiſtrador dos Moſteyros de S. Martinho de Crasto, & de S. Maria de Moya, Geral de toda a Congregaçaõ dos Conegos Regulares de S. Agoſtinho no Reyno de Portugal, & Cancellario da Univerſidade de Coimbra, &c. Por D. Caetano de S. Antonio Conego Regular de S. Agoſtinho, da Congregaçaõ de Santa Cruz de Coimbra, Boticario do Real Moſteyro de S. Vicente da Cidade de Lisboa, &c. Lisboa, Na Officina Real Deslandeſiana. Com todas as licenças neceßarias. 1713. E privilegio Real.

Primeira página da Pharmacopea Bateana. Imagem tirada daqui.

1716 Pharmacopea Ulyssiponense, de João Vigier (1662-1723)
Pharmacopea Ulyssiponense, Galenica, e Chymica, que contem os principios, diffiniçoens, e termos geraes de huma, & outra Pharmacia : & hum Lexicon univerſal dos termos Pharmaceuticos, com as preparaçoens Chymicas, & compoſiçoens Galenicas, de que ſe uſa neſte Reyno, & virtudes, & doſis dos medicamentos Chymicos. Hum Tratado da Eleyçam, deſcripçaõ, doſis, & virtudes dos purgantes vegetaes, & das drogas modernas de ambas as Indias & Braſil. Hum Vocabulario Universal, Latino e Portuguez de todas as drogas, animaes, vegetaes, & mineraes, aſſim modernas como antigas. Offerecida ao Senhor Doutor Joam Bernardes de Moraes, Phyſico mor de Sua Mageſtade, Por Joam Vigier, Nacional do Reyno de França, & morador neſta Corte de Lisboa. Lisboa, Na Officina de Pascoal da Sylva, Impreſſor de S. Mageſtade. M. DCCXVI. Com todas as licenças neceſſarias.

1735 Pharmacopea Tubalense, de Manuel Rodrigues Coelho (n. 1687)
Pharmacopea Tubalense Chimico-Galenica, Parte Primeira. Em que se faz nam só huma reflexam physica sobre os principios dos mixtos, expondo depois a diffiniçaõ de ambas as Pharmacopeas, e as opperações em que ſe dividem, com os objectos della inteiramente explicados. Mas tambem se mostra hum dicionario com muitas vozes, e termos de ambas as Pharmàcias, e a explicaçaõ dos mais verſados Synonomos, com que em diverſos idiotiſmos ſe pedem os ſimpleces medicinaes; e finaliza com a indagaçaõ dos tres Reynos Animal, Vegetal, e Mineral, com algumas objecções propoſtas, e decididas à cerca dos medicamentos deſte tam dilatado Imperio. Author Manoel Rodrigues Coelho, Boticario neſta Corte, e natural da Villa de Setubal. Offerecida ao Senhor Dezembargador Joaõ Alvares da Costa, Cavalleiro Professo na Ordem de Christo, da Academia Real da Historia erudictiſſimo Academico, Dezembargador rectiſſimo da Casa da Supplicaçaõ; Sapientiſſimo Expediente dos Aggravos, do Fiſco digniſſimo Juiz, das Nações de Alemanha, e Amburguenſe meretiſſimo Conſervador, do Real Tribunal do Conſelho de Guerra vigilantiſſimo Promotor, e do tombo da repreſalia Juiz Doutiſſimo, por Carlos da Sylva Correia. Lisboa Occidental, Na Officina de Antonio de Sousa da Sylva. M. DCC. XXXV. Com todas as licenças neceſſarias.

1766 Colleccaõ de varias receitas, dos Jesuítas [Manuscrito Opp. NN. 17, Archivum Romanus Societatis Iesu, Roma]
Colleccaõ de varias receitas e segredos particulares das principaes boticas da nossa Companhia de Portugal, da India, de Macao, e do Brazil, compostas, e experimentadas pelos melhores Medicos, e Boticarios mais celebres que tem havido neſſas partes. Aumentada com alguns indices, e noticias muito curiozas, e neceſſarias para a boa direcçaõ, e acerto contra as enfermidades. Em Roma. An. M.DCC.LXVI. com todas as licenças neceſſarias.

1766 Pharmacopea Portuense, de António Rodrigues Portugal (1738-1788)
Pharmacopea Portuense, em a qual ſe achaõ muitas das compoziçoens que eſtaõ mais em uzo, e ſe naõ achaõ nas noſſas Pharmacopeas portuguezas, tiradas das pharmacopeas de Londres, de Edinburgo, de Pariz, de Fuller, da Medulla, e de outros varios authores, que todas vaõ poſtas em ordem alfabetica para o ſeu mais accomodado, e prompto uzo. Que dedica, e conſagra ao Ill.mo, e Ex.mo Senhor Joaõ de Almada, e Mello Do Conſelho de S. M. F. Tenente General dos ſeus Exercitos, Governador das Armas do Partido, e Cidade do Porto, Governador das Juſtiças, Prezidente da Marinha, e da Camara da meſma Cidade. &c. &c. &c. Antonio Rodrigues Portugal Cyrurgiaõ da Cidade do Porto, e della natural. PORTO: Na Offic. de Franciſco Mendes Lima. Anno de M. DCC. LXVI. Com todas as licenças neceſſarias.

1768 Pharmacopea Meadiana, de Richard Mead (tradução de António Rodrigues Portugal)
Pharmacopea Meadiana [...] PORTO: Na Officina de Franciſco Mendes Lima. Anno de M. DCC. LXVIII. Com todas as licenças neceſſarias.

1772 Pharmacopea Dogmatica, do Padre Frei João de Jesus Maria (1716-1795)
Pharmacopea Dogmatica Medico-Chimica, e Theorico-Pratica. Dividida em Duas Partes: Na primeira se tracta das principaes partes e operaçoens [...] Na segunda se daõ as necessarias noticias muito exactas [...] Obra Utilissima, a qualquer Profeſſor de Medicina, e particularmente preciſa aos Pharmaceuticos. Dedicada ao nosso Reverendissimo D. Abbade Geral de S. Bento, E mais Monges deſta Congregaçaõ de Portugal, e Provincia do Braſil. Tomo I. Autor O P. Fr. Joaõ de Jesus Maria, Monge da meſma Congregaçaõ, e Adminiſtrador da Botica do Reformado, e Antiquiſſimo Moſteiro de Santo Thyrſo. PORTO: Na Officina de Antonio Alvares Ribeiro Guimar: Á sua cuſta impreſſa. Anno de MDCCLXXII. Com licença da Real Meza Cenſoria.

Primeira página da Pharmacopea Dogmatica. Imagem tirada daqui.

1785 Farmacopéa Lisbonense, de Manuel Joaquim Henriques de Paiva (1752-1829)
Farmacopéa Lisbonense ou Collecção Dos Simplices, Preparações, e Compoſições mais efficazes, e de maior uſo. Por Manoel Joaquim Henriques de Paiva MEDICO. LISBOA Na Officina de Filippe da Silva e Azevedo. Anno M. DCC. LXXXV. Com licença da Real Meza Cenſoria.

1794 Pharmacopeia Geral 
Pharmacopeia Geral para o Reino, e Dominios de Portugal, publicada por ordem da Rainha Fidelissima D. Maria I. Tomo I. Elementos de Pharmacia. Lisboa, na Regia Officina Typografica. Anno M. DCC. XCIV.

1805 Pharmacopea Chymica, Medica, e Cirurgica, de António José de Sousa Pinto (c. 1777-1853)
Pharmacopea Chymica, Medica, e Cirurgica, em que se expõem os remedios simples, e compostos, suas virtudes, preparação, doses, e molestias, a que são applicaveis. Dedicada ao muito alto e soberano Principe Regente D. João Nosso Senhor por Antonio José de Sousa Pinto Boticario nesta corte. LISBOA Na Impressão Regia Anno M. DCCC. V. Por Ordem de S. A. R.

1809 Pharmacologia, de Francisco Tavares (1750-1812)
Francisci Tavares Reginae. Fidelissimae. MARIAE I. Proto-medici. Cubicularii. Vir. patr. Consiliar. aul. Archiatr. lusit. Christ. milit. Eq. In conimbric. universit. med. d. mat. medic. inst. med. et prax. clin. P. P. O. emerit. Reg. cur. proto-medicat. deput. Censor. reg. Acad. r. sc. olisip. soc. effect. et. Acad. med. pract. barcinon. soc. intim. cet. cet. Pharmacologia novis recognita curis, aucta, emendata, et hodierno saeculo accommodata in usum praelectionum academicarum conimbricensium. Conimbricae : Typis Academicis, 1809.

1819 Pharmacopea Naval e Castrense, de Jacinto da Costa (1770-c. 1850)
Pharmacopea Naval, e Castrense. Offerecida ao Illustrissimo Senhor Fr. Custodio de Campos e Oliveira, Freire Conventual, e Commendador da Ordem de Christo, Cavalleiro da Nobilissima Ordem da Torre e Espada, Membro da Junta Chirurgica e Medica na Corte do Rio de Janeiro, Primeiro Chirurgião da Real Camara de Sua Magestade, com exercicio effectivo, Chirurgião Mór das Armadas e Exercito nos tres Reinos Unidos, Capitão de Mar e Guerra, e Coronel Graduado, etc. etc. etc. Pelo seu delegado Jacinto da Costa, Primeiro Chirurgião do Hospital Militar da Marinha, e approvado em Medicina Prática; Chirurgião do Numero da Armada Real, Examinador do Numero em Chirurgia Civil, e em Chirurgia, e Pharmacia Naval; Chirurgião Mór do Batalhão de Artilheria Nacional de Lisboa Occidental, etc. Tomo II. LISBOA: Na Impressão Regia. 1819. Por Ordem Superior. 

1833 Pharmacopea das Pharmacopeas, de B. J. O. T. Cabral
Pharmacopea das Pharmacopeas Nacionaes e Estrangeiras, excepto a Geral destes Reinos, citadas nos regimentos dos pharmaceuticos portuguezes de 1831 e de 1833: ou Collecção de todas as formulas e processos dos medicamentos preparados conforme as pharmacopeas Bateana, de Baumé, de Chevallier, de Dublin, d'Edimburgo, Franceza, de Fuller, Hespanhola, Herbipolitana, de Lewis, de Londres, Lusitana, de Palacios, de Parmentier, Suecica, de Swediaur, Tubalense, de Van Mons, de Virey, Wittenbergica; conforme as Pharmacologias Chirurgicas, de Londres, e de Plenck; conforme os Dispensatorios d'Edimburgo, e de Fulda; conforme os Formularios Magistraes de Cadet, e de Magendie; e conforme Boerhaave, Bodard, Buglivio, Darwin, Goulard, Henry (filho) Rego, Thenard, Tissot, e Van-Swieten; e também Das Formulas e Processos dos Medicamentos, cujas Preparações os Regimentos sobreditos não estão em Pharmacopea alguma, nem se achão na Geral destes Reinos; incluidos outros Additamentos importantes, e a designação das Virtudes e Doses dos Medicamentos, autorisada com a citação dos Praticos mais acreditados. Acompanhada d'estampas e taboas muito uteis: Compilada pelo Bacharel B. J. O. T. Cabral. Tomo I. LISBOA: Na Impressão Regia. 1833. Com licença.

1835 Codigo Pharmaceutico Lusitano, de Agostinho Albano da Silveira Pinto (1785-1852)
Codigo Pharmaceutico Lusitano ou Tratado de Pharmaconomia, No qual s'explicão as regras e preceitos com que se escolhem, conservão e prepárão os Medicamentos; e se appresentão as virtudes, usos e dóses das fórmulas pharmaceuticas. Por Agostinho Albano da Silveira Pinto, Doutor em Filosofia, Medico da Real Camera, Director da Real Academia de Marinha e Commercio, e da Regia Eschola Chirurgica do Porto, Socio da Real Academia das Sciencias de Lisboa, etc. etc. etc. Coimbra, Na Imprensa da Universidade. 1835.

1876 Pharmacopêa Portugueza
Pharmacopêa Portugueza. Edição Official. Lisboa. Imprensa Nacional. 1876

1935 Farmacopeia Portuguesa IV (1.ª edição)
Farmacopeia Portuguesa. Edição Oficial. Imprensa Nacional de Lisboa. 1935

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Anatomia antiga

Figure of the Human Skeleton, c. 1250. Anonymous, Ms D.II.11, f. 169v, Öffentliche Bibliothek der Universität,...

Publicado por Centre for the Study of Medicine and the Body in the Renaissance - CSMBR em Segunda-feira, 30 de novembro de 2020

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Coleções Entomológicas em Portugal

Em Portugal estão listadas apenas 4 coleções de insectos (entomologia) e aranhas (arachnologia) com código mais ou menos oficial. Serão as maiores e mais importantes, mas acredito que haja outras, tanto públicas como privadas, provàvelmente incluindo também crustáceos e miriápodes, pelo que seriam mais corretamente chamadas de coleções artropodológicas (arthropodologia). Agora que um projeto de recolha de informação sobre invertebrados no território português está em curso, espero que esta lista venha a ser atualizada ou aumentada.

Coleção MZCP [MZC]
Universidade de Coimbra, Coimbra
Número de espécimes: ? (~ 300 000)

Coleção LZLP
Universidade de Lisboa, Lisboa
Número de espécimes: ? (> 127 000)

Coleção IICT
Instituto de Investigação Científica Tropical, Lisboa
Número de espécimes: ?

Coleção IZPC [IZP, IZS]
Universidade do Porto, Porto
Número de espécimes: ?

A mesma fonte cita 59 coleções entomológicas no Brasil! E cita também as seguintes 4 coleções noutros países e regiões de língua portuguesa (cf. a referência no fim deste post):

Coleção MPGB
Museu Etnográfico Nacional, Bissau, Guiné-Bissau
Número de espécimes: ?

Coleção MDLA
Museu do Dundo, Dundo, Angola
Número de espécimes: ?

Coleção CPMM
Museu de História Natural, Maputo, Moçambique
Número de espécimes: ?

Coleção MACA
Museu Natural e Agrário, Parque de Seac Pai Van, Macau
Número de espécimes: ?

Ref. Evenhuis, N.L. 2018. The insect and spider collections of the world website. Available at: http://hbs.bishopmuseum.org/codens/ [Last accessed: 02 February 2019]. Esta referência é ela própria baseada na obra de Arnett, Samuelson & Nishida (1993) The Insect and Spider Collections of the World, 2nd edition, já bastante desatualizada, mas com "substantial additions and corrections".

Ligações. Tagis - Centro de Conservação das Borboletas de Portugal,

sábado, 5 de janeiro de 2019

Coleções Ictiológicas e Herpetológicas em Portugal

São dez as coleções de peixes (ichthyologia) e de répteis e anfíbios (herpetologia) portuguesas que têm código internacional. O código (tal como o dos herbários) serve para citação simples e direta quando os espécimes pertencentes às ditas coleções são usados em publicações ou bases de dados. As dez coleções pertencem a nove instituições (a da Universidade dos Açores tem dois códigos consoante o departamento) e o código corresponde à totalidade das coleções dessas instituições apenas com o afixo "fishes" ou "herps" em inglês. Desconheço (por enquanto) o número de espécimes contidos em cada uma das coleções. A coleção do Museu Oceanográfico do Portinho da Arrábida, apesar de ter certamente bastante importância, não parece ter código.

Frascos de vidro com espécimes de peixes endémicos de Portugal, conservados em álcool, da coleção moderna do Museu Bocage. Imagem retirada da página do MuHNaC.

Coleção MZC                                                                [Museu Zoológico]
Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, Coimbra
Número de espécimes: ?

Coleção IICT [CZ-IICT, CZL]                                 [Centro de Zoologia]
Instituto de Investigação Científica Tropical, Lisboa
Número de espécimes: ?

Coleção MHNFCP (herps) [MZP]                             [Museu Zoológico]
Museu de História Natural da Universidade do Porto, Porto
Número de espécimes: ?

Coleção MB (fishes & herps) [MBL, MUHNAC]       [Museu Bocage]
Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Lisboa
Número de espécimes: ? (~ 78 100)

Coleção AVG (fishes)
Museu Aquário Vasco da Gama, Cruz Quebrada - Dafundo
Número de espécimes: ?

Coleção INIP [IPIMAR]
Instituto Nacional de Investigação das Pescas e do Mar, Algés
Número de espécimes: ?

Coleção MCM (fishes)
Museu Carlos Machado, Ponta Delgada
Número de espécimes: ?

Coleção UAç-DOP [DOP/UA]      [Dep. de Oceanografia e Pescas]
Universidade dos Açores, Horta
Número de espécimes: ?

Coleção UAç-DCA                [Departamento de Ciências Agrárias]
Universidade dos Açores, Angra do Heroísmo
Número de espécimes: ?

Coleção MHNF [MMF]                                    [Museu Municipal]
Museu de História Natural do Funchal, Funchal
Número de espécimes: ?

Ref. Sabaj M.H. 2018. Standard symbolic codes for institutional resource collections in herpetology and ichthyology: An Online Reference. Version 7 (31 December 2018). Electronically accessible at http://www.asih.org/, American Society of Ichthyologists and Herpetologists, Washington, DC.

domingo, 4 de novembro de 2018

Herbários Portugueses no Index Herbariorum

Deixo aqui a lista dos herbários portugueses no Index Herbariorum. São 21 no total, dos quais 3, estando inativos, foram transferidos para e integrados em herbários ativos, o que perfaz um total de 18 herbários científicos, consultáveis, dinâmicos e de importância internacional. Todos juntos contam com um total somado de 1 955 993 espécimes. Como as coleções antigas dos maiores herbários ainda não estão completamente inventariadas (portanto, os números apresentados são estimativas) e como os herbários ativos recebem constantemente novos espécimes, este é necessàriamente um número contabilizado por baixo.

Sala do Herbário da Universidade de Coimbra (COI). Imagem retirada da página do COI. 

Herbário COI (desde 1772)
Universidade de Coimbra
Número de espécimes: 800 000

Herbário LISU (desde 1839)
Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Lisboa
Número de espécimes: 300 000

Herbário LISC (desde 1948)
Instituto de Investigação Científica Tropical, Lisboa
Número de espécimes: 300 000

Herbário LISI (desde 1879)
Instituto Superior de Agronomia, Lisboa
Número de espécimes: 96 500

Herbario LISE (desde 1937)
Estação Agronómica Nacional, Oeiras
Número de espécimes: 90 000

Herbário PO (desde 1892)
Universidade do Porto
Número de espécimes: 73 877

Herbário LISJC, inativo, transferido para LISC
Jardim-Museu Agrícola Tropical, Lisboa
Número de espécimes: 57 000

Herbário ELVE (desde 1946)
Estação Nacional de Melhoramento de Plantas, Elvas
Número de espécimes: 35 000

Herbário LISFA (desde 1916)
Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Oeiras
Número de espécimes: 33 000

Herbário ALGU (desde 1988)
Universidade do Algarve
Número de espécimes: 27 000

Herbário AZ (desde 1880)
Museu Carlos Machado, Ponta Delgada
Número de espécimes: 25 000

Herbário HVR (desde 1979)
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real
Número de espécimes: 24 000

Herbário AVE (desde 1977)
Universidade de Aveiro
Número de espécimes: 22 000

Herbário MADJ (desde 1960)
Jardim Botânico da Madeira
Número de espécimes: 21 570

Herbário AZB (desde 1982)
Universidade dos Açores, Ponta Delgada
Número de espécimes: 19 100

Herbário AZU (desde 1982)
Universidade dos Açores, Angra do Heroísmo
Número de espécimes: 12 254

Herbário MADM (desde 1950)
Museu de História Natural do Funchal
Número de espécimes: 9 500

Herbário UEVH (desde 1979)
Universidade de Évora
Número de espécimes: 5 000

Herbário MADS, inativo, transferido para MADJ
Museu de História Natural do Seminário do Funchal
Número de espécimes: 3 700

Herbário INA (desde 1916)
Instituto Nun'Alvres, Santo Tirso
Número de espécimes: 1 000

Herbário CRCA, inativo, transferido para LISI
Instituto dos Cereais, Lisboa
Número de espécimes: 492


Por curiosidade (e porque estão próximos no mapa), na Galiza estão listados os seguintes 3 herbários, com um total de 261 000 espécimes.

Herbário SANT (desde 1945)
Universidade de Santiago de Compostela
Número de espécimes: 150 000

Herbário LOU (desde 1945)
AGACAL, Xunta de Galicia
Número de espécimes: 97 000

Herbário LUGO (desde 1994)
IBADER, Campus Universitario de Lugo
Número de espécimes: 14 000

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Revistas científicas portuguesas extintas

É muito difícil encontrar informação fidedigna sobre elas, mas felizmente muitas já têm todos os seus volumes digitalizados e disponíveis on-line em arquivos portugueses e também estrangeiros. Incluo também algumas do meu interesse que ainda resistem.

Cabeçalho do famoso artigo de Adriano de Paiva publicado na revista "O Instituto" em 1878, em português. Um passo (sem seguimento) no caminho que levaria à televisão, .

1780-1788 Memorias da Academia Real das Sciencias de Lisboa
1799-1812 Memorias de mathematica e physica da Academia das Sciencias de Lisboa
1815-1854 Historia e memorias da Academia Real das Sciencias de Lisboa
1797-1854 Memorias da Academia Real das Sciencias de Lisboa
1854-1914 Memorias da Academia Real das Sciencias de Lisboa. Classe de sciencias mathematicas, physicas e naturaes
Academia Real das Sciencias de Lisboa

Instituto de Coimbra

1866-1927 Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes
Academia Real das Sciencias de Lisboa

José Marques Loureiro, Porto

Imprensa da Universidade de Coimbra

1880-1881 O Pantheon: revista de sciencias e lettras
Leite de Vasconcelos e Mont'Alverne de Sequeira

Antonio Feijó (1862-1917) e Luiz de Magalhães (1859-1935)

1883-1920 Boletim da Sociedade Broteriana, 1.ª Série
1922-2004 Boletim da Sociedade Broteriana, 2.ª Série
Sociedade Broteriana

Wenceslau de Lima, Ricardo Severo e Rocha Peixoto; Porto

Augusto Nobre, Porto, Typ. Occidental

Colégio de São Fiel, Louriçal do Campo, Serra da Gardunha

1911-1986 Anais da Faculdade de Sciências. Universidade do Porto
Universidade do Porto

Universidade Livre de Lisboa e Alexandre Ferreira (1877-1950)

Universidade de Lisboa

1914-1982 Contribuições para o Estudo da Antropologia Portuguesa
1982-hoje Antropologia Portuguesa
Universidade de Coimbra

1915-1917 Técnica Industrial
1925-1998 Técnica
Instituto Superior Técnico

193?-19?? Revista da Faculdade de Ciências de Coimbra
Universidade de Coimbra

1937-1950 Revista da Faculdade de Ciências de Lisboa
1950-1973 Revista da Fac. de Ciências de Lisboa, 2.ª Série, A - Matemática
1950-1968 Revista da Fac. de Ciências de Lisboa, 2.ª Série, B - Física e Química
1950-1974 Revista da Fac. de Ciências de Lisboa, 2.ª Série, C - Cências Naturais
Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

1937-hoje Portugaliae Mathematica
Sociedade Portuguesa de Matemática

1944-hoje Portugaliae Acta Biologica
Jardim Botânico da Universidade de Lisboa

1957-1963 Revista Portuguesa de Zoologia e Biologia Geral
Museu e Laboratório Zoológico e Antropológico, Universidade de Lisboa

1980-hoje ARQUIPÉLAGO – Life and Marine Sciences
Universidade dos Açores

2012-hoje Cadernos do Grupo de Estudos em Evolução Humana
Universidade de Coimbra

Alguns links úteis:
Biblioteca Digital de Botânica
https://archive.org/
https://www.biodiversitylibrary.org/Default.aspx

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Tipologias de Museus de História Natural em PT

Em Portugal eu conto 13 Museus de História Natural, os quais organizo tentativamente em grupos que poderiam ser de três:

Grandes Museus Universitários
- Museu de História Natural e da Ciência da Universidade de Coimbra
- Museu de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa
- Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto

Museus de História Natural
- Museu de História Natural do Funchal
- Museu de História Natural de Sintra
- ...

Museus de Geologia e Paleontologia
- Museu Geológico de Lisboa
- Museu da Lourinhã
- Museu de Geologia Fernando Real da UTAD

Museus de Botânica
- Museu Botânico da Escola Superior Agrária de Beja
- ...
- ...

Museus Oceanográficos
- Museu Aquário Vasco da Gama
- Museu Oceanográfico do Portinho da Arrábida
- ...

Museus Mistos
- Museu Maynense da Academia das Ciências
- Museu Carlos Machado
- ...

É de notar que não existam museus monotemáticos de Zoologia (a não ser que se contem os oceanográficos) e é inegável que os três museus universitários sempre hão de tomar a dianteira, provàvelmente ex aequo, ainda que no papel o de Lisboa seja o Museu Nacional de História Natural e da Ciência, e o de Coimbra seja denominado apenas Museu [de História Natural e] da Ciência... É interessante que os únicos dois museus que se chamam, simplesmente, mas com todas as letras, "de História Natural", sejam relativamente recentes! (O do Funchal é de fundação antiga, mas só recentemente assumiu que a sua verdadeira identidade e excelência está na HN.) Acho muito bem que haja novos museus dedicados à história natural (e municipais, e que não se chamem "de Ciência" ou "do Ambiente", nomes eufemísticos)! Mais interessante ainda é que haja um museu privado (o da Lourinhã) e um associativo (o Maynense): há bastantes privados e associações com boas coleções de história natural, poderá haver mais espaços dedicados abertos ao público futuramente. Não incluo nesta lista coleções de história natural que não estejam integradas em museus abertos ao público, como o Herbário da Universidade de Coimbra, o da de Évora, o da de Aveiro e o da do Algarve, o do Instituto Superior de Agronomia, o do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, o do Instituto Politécnico de Bragança, o da Estação Agronómica Nacional e o da Estação Nacional de Melhoramento de Plantas [1]. Hesito em incluir o Museu Marítimo de Ílhavo [2] na lista dos museus de história natural, porque, apesar de conter muito material das disciplinas naturais, é talvez melhor descrito como um ecomuseu, ou mesmo um museu etnográfico...

Referências
[1] http://listavermelha-flora.pt/recursos/
[2] http://www.museumaritimo.cm-ilhavo.pt/

terça-feira, 21 de março de 2017

Coleções de História Natural em Portugal

Segundo um primeiro levantamento das coleções de história natural, organizado pelo NatCol (que viria a ser designado em 2014 PRISC [1]), existiam um total de 2 113 619 espécimes nos acervos dos museus e universidades em Portugal [2]. Nesse levantamento este número repartia-se da seguinte maneira, por disciplinas:

Herbários........................ 1 501 948                                                   
Zoologia........................ 0 450 061                                                   
Geologia........................ 0 122 029                                                   
Arqueologia........................ 0 021 702                                                   
Antropologia........................ 0 017 879                                                   

Gosto de pensar que estes são número preliminares, estimados por baixo, porque uma grande parte das coleções não estarão sequer inventoriadas, enquanto muitas outras, pequenas porém importantes, estarão dispersas por museus municipais, institutos, escolas e privados. Segue uma listagem dos maiores acervos por instituição, com números a mor das vezes retirados dos websites das mesmas, suavemente atualizados em relação aos do PRISC. Em 2015 o IICT foi extinto e as suas coleções foram integradas na Universidade de Lisboa (fusão da Universidade Técnica com a Universidade Clássica em 2013), mas nesta lista eu considero-o ainda como instituição em parte inteira.


1. Universidade de Coimbra, Coimbra
Cerca de 1 348 400 objetos [3]. O Herbário tem cerca de 800 000 exemplares. O Museu da Ciência tem cerca de 548 400 objetos. A coleção do Museu reparte-se da seguinte maneira:

Zoologia ................ 500 000                  
Mineralogia e Geologia ................ 020 000                  
Antropologia ............. ~ 014 000                  
Medicina ............. > 005 000                  
Botânica (excl. o Herbário) ................ 003 400                  
Física ............. ~ 003 000                  
Química ............. > 001 000                  
Astronomia (+ 30 000 espectros solares) ............. > 001 000                  
Farmácia ............. ~ 001 000                 

Como só as disciplinas de Zoologia, Geologia, Antropologia e Botânica são tradicionalmente consideradas História Natural, só haverá 537 400 objetos de História Natural sensu stricto no Museu. Mas mesmo assim, com mais de 1 milhão de objetos entre o Museu e o Herbário, a Universidade de Coimbra tem as maiores coleções de História Natural do país. E tem ainda a Algoteca, isto é, a coleção de algas vivas, que contém cerca de 4 000 tubos de cultura, para não falar das coleções que existem forçosamente nos departamentos e faculdades e que não foram integradas no museu.


2. Universidade de Lisboa, Lisboa
Cerca de 678 316 objetos [5]. As coleções repartem-se assim:

Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Total 644 236              
ZOOLOGIA.........................................total 303 630                    
Peixes............. ~ 075 000                    
Insectos............. ~ 066 000                    
Crustáceos............. ~ 058 000                    
Invertebrados não-artrópodes............. ~ 045 000                    
Tecidos e ADN............. ~ 026 000                    
Larvas de peixe............. ~ 017 000                    
Mamíferos............. ~ 006 000                    
Aracnídeos............. > 003 000                    
Aves............. ~ 002 700                    
Antropologia................ 001 830                    
Répteis............. ~ 001 700                    
Anfíbios............. ~ 001 400                    
BOTÂNICA.........................................total 251 280                    
Herbário de vasculares.............. 120 000                    
Herbário de briófitas.............. 070 000                    
Líquens.............. 040 000                    
Fungos.............. 012 000                    
Objetos naturais........... ~ 004 000                    
Sementes............. ~ 003 700                    
Carpoteca................ 001 580                    
GEOLOGIA..........................................total 089 326                    
Estratigrafia............. ~ 032 330                    
Coleções didáticas............. ~ 020 000                    
Paleontologia................ 017 989                    
Mineralogia................ 010 699                    
Petrologia................ 008 308                    

Departamentos e Faculdades
Aparentemente fora do MuHNaC, vários Departamentos e Faculdades da Universidade de Lisboa (da antiga Universidade Clássica de Lisboa, in fact) têm coleções de História Natural repartidas pelas disciplinas de Entomologia, Antropologia, Zoologia, Botânica, Petrologia, Farmácia e Medicina, num total de mais de 34 080 objetos [6].


3. Instituto de Investigação Científica Tropical, Lisboa

Cerca de 662 000 objetos, dos quais 520 000 espécimes biológicos e geológicos, e 142 000 artefactos arqueológicos e etnográficos [4]. Fora da História Natural, mas para referência (e dada a sua inquestionável importância), o IICT tem ainda 210 000 mapas e cartas, 730 000 fotografias e cerca de 16 km de documentação no Arquivo Histórico Ultramarino.


4. Museu Geológico, Lisboa
Um acervo estimado em 500 000 objetos [7]. As colecções repartem-se por quatro disciplinas principais: Geologia de Lisboa, Paleontologia, Mineralogia e Arqueologia.


5. Museu de História Natural da Universidade do Porto, Porto
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo, mas imagino que esteja nas centenas de milhar, por isso incluo-o em 5.º lugar.


6. Museu de História Natural do Funchal, Funchal
Cerca de 41 166 objetos, ou > 47 000 registros (100 000 espécimes) [8].


7. Museu Carlos Machado, Ponta Delgada
O Herbário tem 32 232 exemplares [9].


8. Museu de História Natural de Sintra, Sintra
Cerca de 12 207 objetos [10] das seguintes disciplinas:

Paleontologia ............. 9 416                           
Malacologia ............. 1 347                           
Mineralogia ............. 0 900                           
Petrografia ............. 0 544                         

Possui coleções de paleontologia (fósseis, incluindo trilobites e alguns exemplares raros e bem conservados de dinossáurios), mineralogia (minerais incluindo alguns lapidados), malacologia (conchas de bivalves e gastrópodes), petrografia (rochas, incluindo meteoritos, entre os quais o Meteorito de Nantan (China) cujo impacto com a Terra foi referenciado em documentos do séc. XVI) e uma pequena biblioteca especializada. A principal atração é o esqueleto do dinossáurio Braseodactylus sp. proveniente da Chapada do Araripe (Ceará, Brasil).


#. Museu do Aquário Vasco da Gama, Oeiras (Dafundo)
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.

#. Museu da Lourinhã, Lourinhã
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.

#. Museu Botânico da Escola Superior Agrária de Beja, Beja
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.

#. Museu Maynense da Academia das Ciências, Lisboa
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.

#. Museu de Geologia Fernando Real da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.

#. Museu Oceanográfico Prof. Luiz Saldanha, Portinho da Arrábida
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.

#. Museu Marítimo de Ílhavo, Ílhavo
Malacologia (a maior coleção do país).


Portanto, somando os números conhecidos (incluído o meio milhão do Museu Geológico, talvez demasiado ambicioso - e daí se calhar não!) dá 3 274 412 espécimes, muito acima do total calculado no primeiro levantamento em 2011, ao qual ainda vão ter de ser somados os acervos sobre os quais eu não obtive informação e os vários herbários.


NOTA sobre as Coleções de História Natural Brasileiras:
Cerca de 26 milhões de espécimes. Dom João VI criou em 1818 a Casa dos Pássaros, que deu origem ao Museu Nacional do Rio de Janeiro. Em 1866 foram criadas as coleções científicas do Museu Paraense Emílio Goeldi, e em 1886 as do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. Hoje, estas três instituições abrigam o maior acervo da diversidade biológica brasileira [11].


Referências
- Cartaxana et al. (2014) Ecologi@ 7: 15-21. http://speco.fc.ul.pt/revistaecologia_7_art_1_1.pdf
[1] MuHNaC lidera consórcio; PRISC - Portuguese Research Infrastructure of Scientific Collections.
[2] Notícia do Público de 04/08/2011.
[3] Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
[4] http://icom-portugal.org/documentos_dm,129,407,detalhe.aspx
[5] http://www.museus.ulisboa.pt/pt-pt/colecoes
http://memoria.ul.pt/index.php/Especial:Pesquisa/Colec%C3%A7%C3%B5es_do_MNHN
https://midas.revues.org/804?lang=pt
https://www.academia.edu/9384595/As_Cole%C3%A7%C3%B5es_Zool%C3%B3gicas_do_Museu_Nacional_de_Hist%C3%B3ria_Natural_e_da_Ci%C3%AAncia._The_zoological_collections_at_the_National_Natural_History_and_Science_Museum_
[6]http://memoria.ul.pt/index.php/Patrim%C3%B3nio_Hist%C3%B3rico,_Cient%C3%ADfico_e_Art%C3%ADstico_da_Universidade_de_Lisboa
[7] Página do Museu Geológico; Página da DGPC ; notícia do Observador de 28/02/2016.
[8] Colecções do Museu de História Natural do Funchal
[9] http://www.moura.uac.pt/ficheiros/catalogo_exposicao.pdf
[10] http://www.natural.pt/portal/pt/Infraestrutura/Item/137
[11] http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252003000300017&script=sci_arttext

domingo, 3 de julho de 2016

Livros e Manuscritos de Cozinha em Portugal

"Livro de Cozinha da Infanta Dona Maria". 
Receita de Dom Luís de Moura para os dentes.

1530-1560 Anónimos (pelo menos seis)
Tratado de cozinha portuguesa. [manuscrito]
Conhecido como o "Livro de Cozinha da Infanta Dona Maria." Códice I. E. 33 da Biblioteca Nacional de Nápoles.

1680 Domingos Rodrigues
Arte de cozinha dividida em quatro partes, a primeira trata do modo de cozinhar varios guizados de todo o genero de carnes, e conservas, tortas, empadas, e pasteis. A segunda de peixes, mariscos, frutas, hervaa, ovos, lacticinios, doces, conservas do mesmo genero. A terceira de preparar mezai em todo o tempo do anno, para hospedar principes, e embaixadores. A quarta de fazer pudins, e preparar massas. Cópia digital da edição de 1821 na BNP.
Conhecido como "Arte de Cozinha de Domingos Rodrigues."

1715 Francisco Borges Henriques
Receitas de milhores doces e de algũns guizados particullares e remedios de conhecida expiriencia que fes Francisco Borges Henriques para o uzo de sua caza. No anno de 1715. Tem seo Alfabeto no fim. [manuscrito]
Chamado "receituário manuscrito", "manual doméstico" ou "livro de cozinha" de Francisco Borges Henriques. BN Cod. 7376.
[N.B. Este manuscrito foi finalmente editado com duas transcrições (semi-diplomática e actualizada) pela Ficta Editora, Dezembro 2020, ISBN 978-989-997-145-5, com a coordenação científica de Dulce Freire e o título Receitas e remédios de Francisco Borges Henriques, inícios do século XVIII.]

1729 Maria Leocádia Monte do Carmo, freira clarissa
Livro de receitas de doces e cosinhados varios deste convento de Stta. Clara d'Evora. Soror Maria Leocadia Monte do Carmo Abbadeça. Stta. Clara de Evora 26 de 8bro de 1729. [manuscrito]
BN Cod. 10763.

1780 Lucas Rigaud
Cozinheiro moderno, ou nova arte de cozinha, onde se ensina pelo methodo mais facil... / dado a' luz por Lucas Rigaud. Cópias digitais das edições de 1780 e de 1807 na BNP. 

1788 Anónimo
Arte nova, e curiosa, para conserveiros, confeiteiros e copeiros e mais pessoas.
Anunciado na Gazeta de Lisboa em 30 de Dezembro de 1788, supl. 3 de Janeiro de 1789.

18?? Anónimo
"Receitas Culinárias" [manuscrito]
Texto em Inglês. BN Cod. 158.

1836 Anónimo
Receitas de licores e de geleias. [manuscrito]
Textos em Francês e em Português encontrado numa colectânea compilada por Jacob Frederico Torlade Pereira de Azambuja entre 1836 e 1839.

1841 Anónimo [1.º Visconde de Vilarinho de São Romão]
Arte do cozinheiro e do copeiro, compilada dos melhores auctores que sobre isso escreveram modernamente, dada à luz por Um Amigo dos Progressos da Civilização.

1870 Paulo Plantier
O Cozinheiro dos Cozinheiros.

1875 O Manual do Conserveiro e Confeiteiro

1876 João da Mata
Arte de Cozinha.

1889 Novíssima Arte de Cozinha

1890 O Manual da Conserveira

1894 O Cozinheiro Indispensável

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No século XX, os principais livros de cozinha portuguesa teriam sido, talvez, na minha opinião:

1928 Olleboma, pseudónimo de António Maria de Oliveira Bello
Culinária.

1936 Olleboma, pseudónimo de António Maria de Oliveira Bello
Culinária Portuguesa.

1946 Berta Rosa-Limpo e Jorge Brum do Canto
O Livro de Pantagruel (1.ª edição).
Com 1500 receitas.

1981 Maria de Lourdes Modesto
Cozinha Tradicional Portuguesa.

1996 José Quitério e José Labaredas
O Livro de Mestre João Ribeiro

1997 Maria Manuel Limpo Caetano, Berta Rosa-Limpo e Jorge Brum do Canto
O Livro de Pantagruel (49.ª edição).
Com 5000 receitas.

Por fim, é indispensável mencionar a obra de Alfredo Saramago (1938-2008), o maior antropólogo e historiador da gastronomia portuguesa.

Bibliografia sumária para este post:
Livros portugueses de cozinha.
Blog Arpose.

terça-feira, 3 de maio de 2016

As Academias Científicas e Literárias em Portugal e no Brasil nos Séculos XVII e XVIII

Com excepção das academias reais (com apoios do Estado), que duraram décadas, as academias eram particulares (sem apoios do Estado) e duravam pouco tempo, mesmo quando se muniam de estatutos detalhados e de um programa de investigação ambicioso. A maioria das academias teve uma produção reduzida ou nula, e talvez só a Arcádia Lusitana tenha sido de real influência na literatura. Também noto que várias academias apareceram pela vontade de um único patrono, criando novas academias em reacção a divergências ou ao desinteresse dos próprios membros de academias velhas (ex. o Conde da Ericeira, que criou ou recriou três; Monravá y Roca, que criou uma e tentou criar outra; e as três ou quatro academias médicas portuenses que foram todas obra do mesmo grupo de académicos).

Para referência incluo em itálico as academias militares, que foram também criadas no século XVIII, mas essas funcionaram desde o início como autênticas escolas práticas do exército e da marinha, com objectivos científicos mas práticos, e nunca com os objectivos diletantes ou culturais das academias particulares; todas as academias militares eram reais (com apoio do Estado), enquanto que apenas duas (ou três) das literárias e científicas o eram. Nota: a Academia de Portugal em Roma [ou Academia Portuguesa das Artes em Roma], fundada em 1712 com privilégio real, era também uma escola prática de belas artes e não uma associação diletante (v. post anterior).


Academias Literárias e Científicas Reais e mais importantes:
1720/12/08, Academia Real da Historia Portugueza
1747, Academia Litúrgica Pontifícia em Portugal [aulas só em 1756, de facto só em 1758]
1752, Arcádia Lusitana ou Ulissiponense
1779/12/24, Academia Real das Sciencias de Lisboa
1790, Academia das Bellas-Letras de Lisboa [Nova Arcádia] (de Dom José Luís de Vasconcelos e Sousa, 6.º Conde de Pombeiro jus uxoris, 1.º Marquês de Belas)

Academias Literárias e Científicas Particulares:
1647-1667, Academia dos Generosos [1.ª vez] (de Dom António Álvares da Cunha)
1663-1665, Academia dos Singulares de Lisboa
1664-1???, Academia dos Solitários de Santarém
1673-1683, Academia Instantânea (de Dom Fernando Correia de Lacerda, Bispo do Porto)
1685-1686, Academia dos Generosos [2.ª vez] (de Dom Luís da Cunha)
1693-1693, Academia dos Generosos [3.ª vez] (de Dom Francisco Xavier de Meneses, 4.º Conde da Ericeira)
1696-1704, [Academia das] Conferências Discretas e Eruditas [ou Academia dos Generosos, 4.ª vez] (de Dom Francisco Xavier de Meneses, 4.º Conde da Ericeira)
1701, Academia Militar da Praça de Viana
1707, Academia Militar da Corte
1714-1725, Academia dos Anónimos ou dos Ocultos
1715-1716, Academia do Núncio Monsenhor Firrau
1716-1720, Academia dos Ilustrados
1717-1720, Academia Portuguesa [ou Academia dos Generosos, 5.ª vez] (de Dom Francisco Xavier de Meneses, 4.º Conde da Ericeira), incorporada na Academia Real da História
1720-17??, Academia de Retórica (do Padre José Leite, no Colégio de Santo Antão)
1721-17??, Academia dos Laureados de Santarém
1721-17??, Academia Problemática de Setúbal
1721-17??, Academia Problemática de Guimarães
1724-1725, Academia Brasílica dos Esquecidos (no Brasil)
fl. 1724...?, Academia dos Aplicados
1728-17??, Academia dos Aquilinos de Aveiro
1730-17??, Academia dos Unidos de Torre de Moncorvo
1731-17??, Academia Bracarense
1732, Academia Militar da Praça de Elvas
1732, Academia Militar da Praça de Almeida
1734-17??, Academia dos Renovados
fl. 1735...?, Academia Latina e Portuguesa (de Filipe José da Gama)
1736-173?, Academia dos Felizes (no Brasil)
1739-174?, Academia das Quatro Ciências (do Dr Don Antonio de Monravá y Roca)
fl. 1742...?, Academia dos Escolhidos de Lisboa
1748-1749, Academia Cirúrgica Protótipo-Lusitânica Portuense (Porto)
1749-1752, Academia Medico-Portopolitana [ou Academia dos Escondidos] (Porto)
1752-175?, Academia dos Selectos (no Brasil)
1756-17??, Academia Mariana (de Frei Manuel do Cenáculo)
1759-1760, Academia Brasílica dos Renascidos (no Brasil)
1759-1764, Academia Real Cirúrgica Portuense (Porto)
1772-17??, Academia Científica do Rio de Janeiro (no Brasil)
1777-1798, Academia dos Obsequiosos (de João Dias Talaya Sotomaior)
1779, Academia Real de Marinha
1790, Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho
- Academia dos Insignes
- Academia Literária (Brasil)

Fontes consultadas:
- J. Mendes dos Remédios (1914) História da Literatura Portuguesa. Lisboa: Lumen. [pp. 424ss]
- J. Silvestre Ribeiro (1871-1914) História dos estabelecimentos scientificos em Portugal. 19 tomos. Lisboa: Academia Real das Sciências. [Tomo I, pp. 154ss]
- J. Silvestre Ribeiro (1853) Primeiros traços d'uma resenha de litteratura portugueza. Lisboa: Imprensa Nacional. [pp. 138ss]
- J. Martins e Silva (2002) Anotações sobre a história do ensino da Medicina em Lisboa, desde a criação da Universidade Portuguesa até 1911 – 1ª Parte. Revista da Faculdade de Medicina de Lisboa 7(5): 237-249.
- A. A. Banha de Andrade (1966) Vernei e a cultura do seu tempo. Coimbra: Imprensa de Coimbra [pp. 60ss]
- I. Drummond Braga (2001) As realidades culturais. In Nova História de Portugal (dir. J. Serrão e A. H. Oliveira Marques), vol. VIII Portugal da Paz da Restauração ao Ouro do Brasil (coord. A. Freitas Meneses). Lisboa: Editorial Presença.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Museus de História Natural em Portugal

Escrevi esta lista de museus de História Natural em Portugal para as Wikipédias em português e em francês. Antes que alguém a mude por lá, aqui fica ela imutável e com cronologia:

1768  Real Museu de História Natural e Jardim Botânico da Ajuda
1809  (parte das colecções levada para o Muséum de Paris)
1836  (transferido para a Academia das Ciências de Lisboa)
1858  Gabinete de História Natural da Escola Politécnica
1861  Museu Nacional de Lisboa
1926  Museu Nacional de História Natural
1978  (grande incêndio destrói a Secção de Zoologia "Museu Bocage")
(1985  Museu de Ciência da Universidade de Lisboa)
2011  (fusão do MNHN com o Museu da Ciência da UL)
2011  Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Lisboa

1772  Gabinete de História Natural da Universidade de Coimbra
1885  (divisão em 4 secções independentes ou museus de facto [ref])
  1885  Museu Botânico da Universidade de Coimbra
  1885  Museu Zoológico da Universidade de Coimbra
  1885  Museu Antropológico da Universidade de Coimbra
  1885  Museu Mineralógico e Geológico da Universidade de Coimbra
1991  (fusão dos 4 museus num só)
  1991  Museu de História Natural da Universidade de Coimbra
2006  Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, Coimbra

1779 Museu Maynense da Academia das Ciências de Lisboa, Lisboa

1859  Museu Geológico, Lisboa

1876  Museu Açoriano
1914  Museu Carlos Machado, Ponta Delgada

1898  Museu do Aquário Vasco da Gama, Oeiras (Dafundo)

1929  Museu Regional da Madeira
1933  Museu Municipal do Funchal
19??  Museu Municipal do Funchal (História Natural)
2010  Museu de História Natural do Funchal, Funchal

1955  Museu Oceanográfico e de Pescas de Setúbal
1991  (mudança de Setúbal para o Portinho da Arrábida)
200?  Museu Oceanográfico Professor Luiz Saldanha, Portinho da Arrábida

1984  Museu da Lourinhã, Lourinhã

1986 Museu de Geologia Fernando Real da UTAD, Vila Real

1996  Museu de História Natural da Universidade do Porto
(1996  Museu de Ciência da Universidade do Porto)
2015  (fusão do MHN-UP com o Museu de Ciência da UP)
2015  Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, Porto

2002  Museu Botânico da Escola Superior Agrária de Beja, Beja

2009  Museu de História Natural de Sintra, Sintra


Em Angola e Moçambique:

1938  Museu de Angola
1975  Museu Nacional de História Natural, Luanda

1913  Museu Provincial
1932  Museu Dr. Álvaro de Castro
1974  Museu de História Natural, Maputo

2001  Museu Nacional de Geologia, Maputo

sábado, 24 de outubro de 2015

Livros em circulação em Portugal em 1547-1548

Livros impressos antes de 1547-1548 e provàvelmente em circulação em Portugal nessas datas:
- Pentateuco (Torah), 1487 Faro [incunábulo, em hebraico, imprensa de Samuel Gacon]
- Sacramental, 1488 Chaves, Clemente Sánchez de Vercial [em português; obra pastoral redigida entre 1421-1425, traduzida do castelhano; aparentemente mandada imprimir pelo arcebispo de Braga Dom Jorge da Costa, Cardeal de Alpedrinha; depois proibida]
- Tratado de Confissom, 1489 Chaves [incunábulo, em português; aparentemente mandada imprimir pelo arcebispo de Braga Dom Jorge da Costa, Cardeal de Alpedrinha]
- Hiddush há-Torah, 1489 [16 Jul] Lisboa, Moses bem Nahman “Naménides” [imprensa de Eliezer Toledano]
- Livro de Orações, Josué Levi; Caminhos do Mundo, Josué Levi; Livro do Temor, Jonah Gerondi; Segredos da Penitência, Ionm Tovb, 1490 Lisboa [imprensa de Eliezer Toledano, em hebraico; 4 obras num só volume]
- Pentateuco (Torah), 1491 Lisboa [imprensa de Eliezer Toledano, em hebraico; versão de Onkelos e comentários de Roshi]
- Provérbios de Salomão, 1492 Lisboa [imprensa de Eliezer Toledano]
- Provérbios com comentários, 1492 Leiria [imprensa de Samuel d’Ortas e filhos, em hebraico]
- Breviário Bracarense, 1494 ? [imprensa de ?; aparentemente mandada imprimir pelo arcebispo de Braga Dom Jorge da Costa, Cardeal de Alpedrinha]
- Indulgentia, 1494 ? Braga, Papa Inocêncio VIII [imprensa de Johann Gherlinc]
- Primeiros Profetas, 1495 Leiria [imprensa de Samuel d’Ortas e filhos, em hebraico]
- Vita Christi, 1495 Lisboa, Ludolfo da Saxónia [imprensa de Valentim Fernandes em parceria com Nicolau da Saxónia, em português traduzido pelos monges de Alcobaça 1445; incunábulo ilustrado, originalmente escrito 1374]
- Almanach Perpetuum, 1496 Leiria, Abraão Zacuto [imprensa de um dos Ortas, em latim; originalmente escrito em hebraico 1473-1478, traduzido para latim e castelhano por Mestre José Vizinho, médico e astrónomo de Dom João II]
- Biur Luchot, 1496 Leiria, Abraão Zacuto [imprensa de Abraão d’Ortas, em latim; originalmente escrito em hebraico, traduzido por José Vizinho]
- Vespasiano, 1496 Lisboa [imprensa de Valentim Fernandes, ilustrado, em português; novela de cavalaria]
- Missal Bracarense, 1496 ? [imprensa de ?; editada outra vez em 1498; aparentemente mandada imprimir pelo arcebispo de Braga Dom Jorge da Costa, Cardeal de Alpedrinha]
- Constituições do Bispo do Porto, 1497 [4 Jan] Porto, Dom Diogo de Sousa, Bispo do Porto [imprensa de Rodrigo Álvares, em português; 2.ª edição 1506]
- Evangelhos e Epístolas, 1497 Porto, Guilherme de Paris [imprensa de Rodrigo Álvares, tradução em português pelo próprio Rodrigo Álvares]
- Grammatica Pastranae, 1497 Lisboa [imprensa de Valentim Fernandes, em latim; inicialmente em 3 opúsculos depois reunidos num volume: Thesaurus Pauperum de Pedro Hispano; as Materiae de Pedro Rombo, adaptação do texto Baculum Caecorum de Juan Pastrana, acabadas de imprimir em 27 de Maio de 1497; e as Materiae de António Martins, sinopse do texto de Pastrana, cuja impressão terminou em 20 de Junho de 1497]
- Epistole et Oratines 1.ª parte, 1500 [21 Fev] Lisboa, Cataldo Sículo [imprensa de Valentim Fernandes]
- Glosa famosissima sobre las Coplas de dõ Jorge Marriq, 1501 [10 Abr] Lisboa, Alonso de Cervantes [imprensa de Valentim Fernandes, em castelhano]
- Proverbios de Iñigo Lopez de Mendoza, 1501 Lisboa [imprensa de Valentim Fernandes, em castelhano]
- Grammatica Pastranae, 1501 Lisboa [imprensa de João Pedro Buonhomini de Cremona, em latim; edição comentada por João Vaz]
- Sacramental, 1502 Lisboa, Clemente Sanchez de Vercial [imprensa de João Pedro Buonhomini de Cremona; em português; obra pastoral redigida entre 1421-1425, traduzida do castelhano; depois proibida]
- O Livro de Marco Polo, 1502 Lisboa [imprensa de Valentim Fernandes, relato de viagem]
- O Livro de Nicolau Venetto, 1502 Lisboa [imprensa de Valentim Fernandes, relato de viagem]
- Carta de Jerónimo de Santo Estevão, 1502 Lisboa [imprensa de Valentim Fernandes, relato de viagem]
- Historia corporis humani sive Anatomice, 1502 Veneza, Alessandro Benedetti [imprensa de Bernardino Guerraldo; redigido em 1497]
- Poemata, 1502 Lisboa, Cataldo Sículo [imprensa de Valentim Fernandes]
- Regimento dos ofiçiaaes... destes Regnos, 1504 [20 Mar] Lisboa [imprensa de Valentim Fernandes]
- Cathecismo pequeno, 1504 [20 Jun] Lisboa, Dom Diogo Ortiz [imprensa de Valentim Fernandes em parceria com João Pedro Buonhomini de Cremona]
- Regra e diffinçoõs da Ordem do Mestrado de Nosso Senhor Iesu Christo, 1504 Lisboa [imprensa de Valentim Fernandes, de que foram impressas duas edições]
- Epistola serenissimi principis Hemanuelis... ad Summã Romanu Pontificem, 1505 Lisboa [imprensa de Valentim Fernandes, carta de Dom Manuel I ao papa Júlio II, em latim]
- Autos dos Apostolos, 1505 [16 Dez] Lisboa [imprensa de Valentim Fernandes, continuação do texto da Vita Christi]
- Prosodia Gramaticae, 1505 Lisboa, Estêvão Cavaleiro [imprensa de João Pedro Buonhomini de Cremona]
- Amadis de Gaula, 1508 Zaragoza, Garci Rodríguez de Montalvo [imprensa de ?, em castelhano; 4 livros, dos quais o autor escreveu apenas o 4.º, editou os outros]
- Estatutos da Ordem de Santiago, 1509 ? Setúbal [imprensa de Hermão de Kempis]
- Missal segundo costume de Évora, 1509 Lisboa, Dom Lopo Fernandes e Dom Luís Morliz? [imprensa de Germão Galharte]
- Regimento do estrolábio e do quadrante, 1509 Lisboa [imprensa de ?]
- Evangelhos e Epístolas, 1510 Lisboa, Guilherme de Paris [imprensa de Valentim Fernandes, cópia literal da impressão feita por Rodrigo Álvares, Porto]
- Ordenações (manuelinas), 1510-1514 Lisboa [imprensa de Valentim Fernandes (vols. 1-2) em parceria com João Pedro Buonhomini de Cremona (vols. 3-5), em 5 volumes; 1000 exemplares de cada corpo, num total de 5000 volumes, custaram a avultada soma de 700 mil réis, e o rei Dom Manuel I quis uma cópia impressa em pergaminho para o paço]
- Gramatica Pastranae, 1512 Lisboa [imprensa de João Pedro Buonhomini de Cremona, em latim; edição comentada por Pedro Rombo]
- Epistole et Oratines 2.ª parte, 1513 Lisboa, Cataldo Sículo [imprensa de Valentim Fernandes]
- Livro e Legenda dos Santos Mártires, 1513 Lisboa [imprensa de João Pedro Buonhomini de Cremona]
- Materiae, 1513 Lisboa, Pedro Rombo [imprensa de João Pedro Buonhomini de Cremona]
- Ho Flos Sanctorum em Linguagem Português, 1513 Setúbal, [imprensa de Hermão de Kempis e Roberto Rabelo]
- Visiones 2.ª parte, 1514 Lisboa, Cataldo Sículo [imprensa de Valentim Fernandes]
- Regimento dos Contadores das Comarcas, 1514-1515 Lisboa [imprensa de João Pedro Buonhomini de Cremona]
- Grammatica, 1515 Lisboa, Estevão Cavaleiro [imprensa de Valentim Fernandes]
- Ars Virginis Mariaee, 1515 Lisboa [imprensa de Valentim Fernandes]
- Ho compromisso e regimento dos officiaes da sancta confraria da Mesericordia, 1515 Lisboa [imprensa de Valentim Fernandes em parceria com Hermão de Kempis]
- Bosco Deleytoso Solitario, 1515 Setúbal [imprensa de Hermão de Kempis]
- Cancioneiro geral, 1516 [28 Set] Setúbal, Garcia de Resende [imprensa de Hermão de Kempis]
- Grammatica, 1517 Lisboa, Estêvão Cavaleiro [imprensa de João Pedro Buonhomini de Cremona]
- Manuale secundum consuetudinem almae Colymbriensis ecclesiae, 1518 [Mar] Lisboa [imprensa  de Valentim Fernandes em parceria com Nicolau Gazini; manual de sacramentos segundo o costume da igreja de Coimbra]
- Reportório dos tempos, 1518 Lisboa, André de Li [imprensa de Valentim Fernandes, versão portuguesa pelo próprio Valentim Fernandes do original castelhano, que era uma compilação baseada em trabalhos de Abraão Zacuto]
- Missale secundum consuetudinem, 1519 Lisboa [imprensa de Germão Galharte, com material tipográfico que comprou aos herdeiros de Valentim Fernandes]
- O primeiro [-quinto] liuro das Ordenações, 1521 [11 Mar] Évora ; Lisboa [Iacobo Cronberguer alemam, em 2 volumes]
- Crónica do Imperador Clarimundo, 1522 Coimbra, João de Barros
- Reportorio pera se acharem as materias no livro Spelho de Conciencia, 1530 [9 Ago] Coimbra [imprensa do Mosteiro de Santa Cruz, impressor: Germão Galharte]
- Spelho da Conciencia, 1525 Castela? [imprensa de ?]
- Breuiarium secundum monasteri Sancta Crucis Colimbriensis ordinis diui Augusti, 1531 [Abr] Coimbra [imprensa do Mosteiro de Santa Cruz, impressor: Germão Galharte]
- Gramática de latim, 1531 Coimbra, Dom Marinho de Sousa, professor no Mosteiro [imprensa do Mosteiro de Santa Cruz, impressor: Germão Galharte]
- Livro das constituições e costumes, 1532 Coimbra [imprensa do Mosteiro de Santa Cruz, impressores: Dom Estêvão e Dom Manuel, cónegos; reimpresso 1534]
- Lexicon graecum hebraicum, 1532 Coimbra, Dom Heliodoro de Paiva [imprensa do Mosteiro de Santa Cruz, impressores: Dom Estêvão e Dom Manuel, cónegos; vocabulário de grego e hebraico]
- Ropica pnefma, 1534 ?, João de Barros.
- Cartinha para ensinar a ler, 1534 Lisboa, Dom Diogo Ortiz de Vilhegas, bispo de Viseu [imprensa de Germão Galharte]
- Espelho da perfeição, 1533 Coimbra [imprensa do Mosteiro de Santa Cruz, impressores: Dom Estêvão e Dom Manuel, cónegos; em português]
- Grammatica da Lingoagem Portuguesa, 1536 Lisboa, Fernão de Oliveira [imprensa de Germão Galharte]
- Tratado da sphera com a Theorica do Sol i da Lua (1.º livro da Geographia), 1537 [1 Dez] Lisboa, Cláudio Ptolomeu [imprensa de Germão Galharde, tradução do latim para português e notas de Pedro Nunes]
- Arte pera bem confessar, 1537 Braga [imprensa de Pedro da Rocha, em português traduzido do castelhano]
- Institutiones grammaticae Latinae, 1538 Braga, Nicolau Clenardo [imprensa de Guilherme de Utrecht (Guglielmus a Trajecto)]
- Sacramental, 1539 [15 Fev] Braga, Clemente Sánchez de Vercial [imprensa de Pedro da Rocha, em português traduzido do castelhano]
- Repetitio in canone sci[n]dite corda vestra de penite[n]t. distinct. prima, 1539 Lisboa, Bartolomeu Filipe [imprensa de Luís Rodrigues (apud Logdouicum Rotorigium)], 1539
- Gramática da Língua Portuguesa, 1540 Lisboa, João de Barros [imprensa de Ludovico Rotorigius (Luís Rodrigues, liveiro real ?)]
- Enquiridio, o Manual dei cavallero Christiano, 1541 Lisboa, Erasmo de Roterdão [imprensa de Luís Rodrigues, livreiro do Rei; na tradução castelhana de 1527]
- Liber de Copia Verborum & Rerum, 1542 Coimbra, Erasmo de Roterdão [imprensa de ?]
- L[i]bro dela verdad [e] la fe sin el qual no d[e]ue estar ningu[m] [crist]iano , 1543 [20 Jan] Lisboa, Frei João Soares, Bispo de Coimbra [imprensa de Luis Rodriguez]
- De Revolutionibus Orbium Coelestium, 1543 [24 Mai] Nuremberg, Nicolau Copérnico [imprensa de Johannes Petreium]
- De Humani Corporis Fabrica, 1543 Basel, Andreas Vesalius [imprensa de  Johannes Oporinus]
- Florando d’Inglatierra, 1545 [20 Abr] Lisboa [imprensa de Germão Galharte, em castelhano]
- Confessionario, 1546 [4 Mar] Lisboa, Juan de Pedraza, mestre em Teologia em Coimbra [imprensa de Germão Galharte, em castelhano]
- Libro del muy esforzado caballero Palmerín de Inglaterra hijo del rey don Duardos, 1547 Toledo, Francisco de Morais (mas atribuída nesta edição a Luis Hurtado de Toledo) [imprensa de ?, em castelhano; novela de cavalaria no seguimento do Amadis, originalmente escrito em português, só teve edição nesta língua em 1567 Crónica de Palmeirim de Inglaterra; a tradução para castelhano talvez do tal Luis Hurtado de Toledo]
- Meditaçam da innocentissima morte e payxam de nosso señor, 1547 Coimbra, Frei António de Portalegre [imprensa de João Álvares (e João de Barreira 1552)]
- Relectio siue iterata praelectio non modo tenebrosi sed et tenebricosi. c. accepta. de restit. spoliat. / co[m]posita et pronu[n]ciata cora[m] frequentissimo ac lo[n]ge illustri auditorio in inclyta Lusitaniae Coni[m]bricensi Academia, 1547 [13 Set] Coimbra, Martim de Azpilcueta “Doutor Navarro” (Martinu[s] ab Azpilcueta iureconsultu[s] Nauarru[s]) [imprensa de João de Barreira e João Álvares, impressores régios]

Manuscrito da Suma Oriental de Tomé Pires. Biblioteca Nacional de Portugal. 

Livros que circulavam manuscritos em 1547-1548:
- Esmeraldo de Situ Orbis, 1506, Duarte Pacheco Pereira (pub. 1892)
- Suma Oriental, 1515, Tomé Pires (pub. 1942)
- Roteiros, 1538-1541, Dom João de Castro (pub. 1833)
- Comédia Eufrosina, 1545, Jorge Ferreira de Vasconcelos (pub. 1561)
- A lista dos livros proibidos pela Inquisição, 1547 (pub. 1559, 1564)
- Crónica do Imperador Maximiliano, sem data, autor anónimo
- Poesias líricas e novelas de cavalaria avulsas.

Nota: Os títulos em azul foram impressos fora de Portugal, mas a edição estrangeira tinha provável circulação em Portugal.

Bibliografia parcial:
- http://tipografos.net/historia Paulo Heitlinger, 2007
- http://purl.pt/188 Francisco de Sousa Viterbo, 1924
- http://tertuliabibliofila.blogspot.fr Rui Martins 2009-2015
- https://carreiradaindia.wordpress.com Leonel Vicente 2007-2010