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domingo, 7 de outubro de 2018
1 década + 1 ano de Gaveta com Saber
Eis um post comemorativo. Faz este mês de Outubro 10+1 anos desde a abertura da gaveta. Onze anos nos quais, na prática, apenas o primeiro (e talvez também 2014-2015) foi verdadeiramente activo. A tentativa de o reavivar em 2014 desembocou no anticlímax de 2016-2017, onde publiquei ainda menos posts do que em 2012-2013, quando pensei que tinha mesmo batido no fundo. (E este post comemorativo devia ter saído em 2017, mas — que querem? — esqueci-me...)
Agradeço vivamente a quem por aqui continua a passar, sinal de que os velhos posts continuam a interessar e a ser úteis. Por ver o Saber contado a aumentar, decidi manter o blog, não o apagar, e tentar postar de vez em quando qualquer coisa (tenho vários rascunhos em espera há anos). Vou, talvez, reduzir as expectativas, minhas e dos leitores, e assumir que não hei de conseguir publicar senão dois ou três posts por ano, porque há muita coisa para fazer na realidade material.
terça-feira, 21 de março de 2017
Coleções de História Natural em Portugal
Segundo um primeiro levantamento das coleções de história natural, organizado pelo NatCol (que viria a ser designado em 2014 PRISC [1]), existiam um total de 2 113 619 espécimes nos acervos dos museus e universidades em Portugal [2]. Nesse levantamento este número repartia-se da seguinte maneira, por disciplinas:
Gosto de pensar que estes são número preliminares, estimados por baixo, porque uma grande parte das coleções não estarão sequer inventoriadas, enquanto muitas outras, pequenas porém importantes, estarão dispersas por museus municipais, institutos, escolas e privados. Segue uma listagem dos maiores acervos por instituição, com números a mor das vezes retirados dos websites das mesmas, suavemente atualizados em relação aos do PRISC. Em 2015 o IICT foi extinto e as suas coleções foram integradas na Universidade de Lisboa (fusão da Universidade Técnica com a Universidade Clássica em 2013), mas nesta lista eu considero-o ainda como instituição em parte inteira.
1. Universidade de Coimbra, Coimbra
Cerca de 1 348 400 objetos [3]. O Herbário tem cerca de 800 000 exemplares. O Museu da Ciência tem cerca de 548 400 objetos. A coleção do Museu reparte-se da seguinte maneira:
Como só as disciplinas de Zoologia, Geologia, Antropologia e Botânica são tradicionalmente consideradas História Natural, só haverá 537 400 objetos de História Natural sensu stricto no Museu. Mas mesmo assim, com mais de 1 milhão de objetos entre o Museu e o Herbário, a Universidade de Coimbra tem as maiores coleções de História Natural do país. E tem ainda a Algoteca, isto é, a coleção de algas vivas, que contém cerca de 4 000 tubos de cultura, para não falar das coleções que existem forçosamente nos departamentos e faculdades e que não foram integradas no museu.
2. Universidade de Lisboa, Lisboa
Cerca de 678 316 objetos [5]. As coleções repartem-se assim:
Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Departamentos e Faculdades
3. Instituto de Investigação Científica Tropical, Lisboa
Cerca de 662 000 objetos, dos quais 520 000 espécimes biológicos e geológicos, e 142 000 artefactos arqueológicos e etnográficos [4]. Fora da História Natural, mas para referência (e dada a sua inquestionável importância), o IICT tem ainda 210 000 mapas e cartas, 730 000 fotografias e cerca de 16 km de documentação no Arquivo Histórico Ultramarino.
4. Museu Geológico, Lisboa
Um acervo estimado em 500 000 objetos [7]. As colecções repartem-se por quatro disciplinas principais: Geologia de Lisboa, Paleontologia, Mineralogia e Arqueologia.
5. Museu de História Natural da Universidade do Porto, Porto
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo, mas imagino que esteja nas centenas de milhar, por isso incluo-o em 5.º lugar.
6. Museu de História Natural do Funchal, Funchal
Cerca de 41 166 objetos, ou > 47 000 registros (100 000 espécimes) [8].
7. Museu Carlos Machado, Ponta Delgada
O Herbário tem 32 232 exemplares [9].
8. Museu de História Natural de Sintra, Sintra
Cerca de 12 207 objetos [10] das seguintes disciplinas:
#. Museu do Aquário Vasco da Gama, Oeiras (Dafundo)
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.
#. Museu da Lourinhã, Lourinhã
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.
#. Museu Botânico da Escola Superior Agrária de Beja, Beja
#. Museu Marítimo de Ílhavo, Ílhavo
Malacologia (a maior coleção do país).
Portanto, somando os números conhecidos (incluído o meio milhão do Museu Geológico, talvez demasiado ambicioso - e daí se calhar não!) dá 3 274 412 espécimes, muito acima do total calculado no primeiro levantamento em 2011, ao qual ainda vão ter de ser somados os acervos sobre os quais eu não obtive informação e os vários herbários.
NOTA sobre as Coleções de História Natural Brasileiras:
Cerca de 26 milhões de espécimes. Dom João VI criou em 1818 a Casa dos Pássaros, que deu origem ao Museu Nacional do Rio de Janeiro. Em 1866 foram criadas as coleções científicas do Museu Paraense Emílio Goeldi, e em 1886 as do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. Hoje, estas três instituições abrigam o maior acervo da diversidade biológica brasileira [11].
Referências
- Cartaxana et al. (2014) Ecologi@ 7: 15-21. http://speco.fc.ul.pt/revistaecologia_7_art_1_1.pdf
[1] MuHNaC lidera consórcio; PRISC - Portuguese Research Infrastructure of Scientific Collections.
[2] Notícia do Público de 04/08/2011.
[3] Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
[4] http://icom-portugal.org/documentos_dm,129,407,detalhe.aspx
[5] http://www.museus.ulisboa.pt/pt-pt/colecoes
[8] Colecções do Museu de História Natural do Funchal
[9] http://www.moura.uac.pt/ficheiros/catalogo_exposicao.pdf
[10] http://www.natural.pt/portal/pt/Infraestrutura/Item/137
[11] http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252003000300017&script=sci_arttext
Herbários........................ 1 501 948
Zoologia........................ 0 450 061
Geologia........................ 0 122 029
Arqueologia........................ 0 021 702
Antropologia........................ 0 017 879
Gosto de pensar que estes são número preliminares, estimados por baixo, porque uma grande parte das coleções não estarão sequer inventoriadas, enquanto muitas outras, pequenas porém importantes, estarão dispersas por museus municipais, institutos, escolas e privados. Segue uma listagem dos maiores acervos por instituição, com números a mor das vezes retirados dos websites das mesmas, suavemente atualizados em relação aos do PRISC. Em 2015 o IICT foi extinto e as suas coleções foram integradas na Universidade de Lisboa (fusão da Universidade Técnica com a Universidade Clássica em 2013), mas nesta lista eu considero-o ainda como instituição em parte inteira.
1. Universidade de Coimbra, Coimbra

Zoologia ................ 500 000
Mineralogia e Geologia ................ 020 000
Antropologia ............. ~ 014 000
Medicina ............. > 005 000
Botânica (excl. o Herbário) ................ 003 400
Física ............. ~ 003 000
Química ............. > 001 000
Astronomia (+ 30 000 espectros solares) ............. > 001 000
Farmácia ............. ~ 001 000
2. Universidade de Lisboa, Lisboa
Cerca de 678 316 objetos [5]. As coleções repartem-se assim:
Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Total 644 236
ZOOLOGIA.........................................total 303 630
ZOOLOGIA.........................................total 303 630
Peixes............. ~ 075 000
Insectos............. ~ 066 000
Crustáceos............. ~ 058 000
Invertebrados não-artrópodes............. ~ 045 000
Tecidos e ADN............. ~ 026 000
Larvas de peixe............. ~ 017 000
Mamíferos............. ~ 006 000
Aracnídeos............. > 003 000
Aves............. ~ 002 700
Antropologia................ 001 830
Répteis............. ~ 001 700
Anfíbios............. ~ 001 400
BOTÂNICA.........................................total 251 280
Herbário de vasculares.............. 120 000
Herbário de briófitas.............. 070 000
Líquens.............. 040 000
Fungos.............. 012 000
Objetos naturais........... ~ 004 000
Sementes............. ~ 003 700
Carpoteca................ 001 580
GEOLOGIA..........................................total 089 326
Estratigrafia............. ~ 032 330
Coleções didáticas............. ~ 020 000
Paleontologia................ 017 989
Mineralogia................ 010 699
Petrologia................ 008 308
Departamentos e Faculdades
Aparentemente fora do MuHNaC, vários Departamentos e Faculdades da Universidade de Lisboa (da antiga Universidade Clássica de Lisboa, in fact) têm coleções de História Natural repartidas pelas disciplinas de Entomologia, Antropologia, Zoologia, Botânica, Petrologia, Farmácia e Medicina, num total de mais de 34 080 objetos [6].
3. Instituto de Investigação Científica Tropical, Lisboa
4. Museu Geológico, Lisboa
Um acervo estimado em 500 000 objetos [7]. As colecções repartem-se por quatro disciplinas principais: Geologia de Lisboa, Paleontologia, Mineralogia e Arqueologia.
5. Museu de História Natural da Universidade do Porto, Porto
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo, mas imagino que esteja nas centenas de milhar, por isso incluo-o em 5.º lugar.
6. Museu de História Natural do Funchal, Funchal
Cerca de 41 166 objetos, ou > 47 000 registros (100 000 espécimes) [8].
7. Museu Carlos Machado, Ponta Delgada
O Herbário tem 32 232 exemplares [9].
8. Museu de História Natural de Sintra, Sintra
Cerca de 12 207 objetos [10] das seguintes disciplinas:
Paleontologia ............. 9 416
Malacologia ............. 1 347
Mineralogia ............. 0 900
Petrografia ............. 0 544
Possui coleções de paleontologia (fósseis, incluindo trilobites e alguns exemplares raros e bem conservados de dinossáurios), mineralogia (minerais incluindo alguns lapidados), malacologia (conchas de bivalves e gastrópodes), petrografia (rochas, incluindo meteoritos, entre os quais o Meteorito de Nantan (China) cujo impacto com a Terra foi referenciado em documentos do séc. XVI) e uma pequena biblioteca especializada. A principal atração é o esqueleto do dinossáurio Braseodactylus sp. proveniente da Chapada do Araripe (Ceará, Brasil).Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.
#. Museu da Lourinhã, Lourinhã
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.
#. Museu Botânico da Escola Superior Agrária de Beja, Beja
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.
#. Museu Maynense da Academia das Ciências, Lisboa
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.
#. Museu de Geologia Fernando Real da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.
#. Museu Oceanográfico Prof. Luiz Saldanha, Portinho da Arrábida
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.
#. Museu Oceanográfico Prof. Luiz Saldanha, Portinho da Arrábida
Não encontro informação sobre o tamanho do acervo.
Malacologia (a maior coleção do país).
Portanto, somando os números conhecidos (incluído o meio milhão do Museu Geológico, talvez demasiado ambicioso - e daí se calhar não!) dá 3 274 412 espécimes, muito acima do total calculado no primeiro levantamento em 2011, ao qual ainda vão ter de ser somados os acervos sobre os quais eu não obtive informação e os vários herbários.
NOTA sobre as Coleções de História Natural Brasileiras:
Cerca de 26 milhões de espécimes. Dom João VI criou em 1818 a Casa dos Pássaros, que deu origem ao Museu Nacional do Rio de Janeiro. Em 1866 foram criadas as coleções científicas do Museu Paraense Emílio Goeldi, e em 1886 as do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. Hoje, estas três instituições abrigam o maior acervo da diversidade biológica brasileira [11].
Referências
- Cartaxana et al. (2014) Ecologi@ 7: 15-21. http://speco.fc.ul.pt/revistaecologia_7_art_1_1.pdf
[1] MuHNaC lidera consórcio; PRISC - Portuguese Research Infrastructure of Scientific Collections.
[2] Notícia do Público de 04/08/2011.
[3] Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
[4] http://icom-portugal.org/documentos_dm,129,407,detalhe.aspx
[5] http://www.museus.ulisboa.pt/pt-pt/colecoes
http://memoria.ul.pt/index.php/Especial:Pesquisa/Colec%C3%A7%C3%B5es_do_MNHN
https://midas.revues.org/804?lang=pt
https://www.academia.edu/9384595/As_Cole%C3%A7%C3%B5es_Zool%C3%B3gicas_do_Museu_Nacional_de_Hist%C3%B3ria_Natural_e_da_Ci%C3%AAncia._The_zoological_collections_at_the_National_Natural_History_and_Science_Museum_
[6]http://memoria.ul.pt/index.php/Patrim%C3%B3nio_Hist%C3%B3rico,_Cient%C3%ADfico_e_Art%C3%ADstico_da_Universidade_de_Lisboa
[7] Página do Museu Geológico; Página da DGPC ; notícia do Observador de 28/02/2016.[6]http://memoria.ul.pt/index.php/Patrim%C3%B3nio_Hist%C3%B3rico,_Cient%C3%ADfico_e_Art%C3%ADstico_da_Universidade_de_Lisboa
[8] Colecções do Museu de História Natural do Funchal
[9] http://www.moura.uac.pt/ficheiros/catalogo_exposicao.pdf
[10] http://www.natural.pt/portal/pt/Infraestrutura/Item/137
[11] http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252003000300017&script=sci_arttext
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Voici que des mages arrivèrent
Mt 2:1-11
Bible liturgique officielle en français, 2013, http://www.aelf.org/bible-liturgie
01 Jésus était né à Bethléem en Judée, au temps du roi Hérode le Grand. Or, voici que des mages venus d’Orient arrivèrent à Jérusalem 02 et demandèrent : « Où est le roi des Juifs qui vient de naître ? Nous avons vu son étoile à l’orient et nous sommes venus nous prosterner devant lui. » 03 En apprenant cela, le roi Hérode fut bouleversé, et tout Jérusalem avec lui. 04 Il réunit tous les grands prêtres et les scribes du peuple, pour leur demander où devait naître le Christ. 05 Ils lui répondirent : « À Bethléem en Judée, car voici ce qui est écrit par le prophète : 06 Et toi, Bethléem, terre de Juda, tu n’es certes pas le dernier parmi les chefs-lieux de Juda, car de toi sortira un chef, qui sera le berger de mon peuple Israël. » 07 Alors Hérode convoqua les mages en secret pour leur faire préciser à quelle date l’étoile était apparue ; 08 puis il les envoya à Bethléem, en leur disant : « Allez vous renseigner avec précision sur l’enfant. Et quand vous l’aurez trouvé, venez me l’annoncer pour que j’aille, moi aussi, me prosterner devant lui. » 09 Après avoir entendu le roi, ils partirent. Et voici que l’étoile qu’ils avaient vue à l’orient les précédait, jusqu’à ce qu’elle vienne s’arrêter au-dessus de l’endroit où se trouvait l’enfant. 10 Quand ils virent l’étoile, ils se réjouirent d’une très grande joie. 11 Ils entrèrent dans la maison, ils virent l’enfant avec Marie sa mère ; et, tombant à ses pieds, ils se prosternèrent devant lui. Ils ouvrirent leurs coffrets, et lui offrirent leurs présents : de l’or, de l’encens et de la myrrhe.
Bible liturgique officielle en français, 2013, http://www.aelf.org/bible-liturgie
domingo, 25 de dezembro de 2016
Or, voici comment fut engendré Jésus Christ
Mt 1:18-25
18 Or, voici comment fut engendré Jésus Christ : Marie, sa mère, avait été accordée en mariage à Joseph ; avant qu’ils aient habité ensemble, elle fut enceinte par l’action de l’Esprit Saint. 19 Joseph, son époux, qui était un homme juste, et ne voulait pas la dénoncer publiquement, décida de la renvoyer en secret. 20 Comme il avait formé ce projet, voici que l’ange du Seigneur lui apparut en songe et lui dit : « Joseph, fils de David, ne crains pas de prendre chez toi Marie, ton épouse, puisque l’enfant qui est engendré en elle vient de l’Esprit Saint ; 21 elle enfantera un fils, et tu lui donneras le nom de Jésus (c’est-à-dire : Le-Seigneur-sauve), car c’est lui qui sauvera son peuple de ses péchés. » 22 Tout cela est arrivé pour que soit accomplie la parole du Seigneur prononcée par le prophète : 23 Voici que la Vierge concevra, et elle enfantera un fils ; on lui donnera le nom d’Emmanuel, qui se traduit : « Dieu-avec-nous » 24 Quand Joseph se réveilla, il fit ce que l’ange du Seigneur lui avait prescrit : il prit chez lui son épouse, 25 mais il ne s’unit pas à elle, jusqu’à ce qu’elle enfante un fils, auquel il donna le nom de Jésus.
Lc 2:1-18
01 En ces jours-là, parut un édit de l’empereur Auguste, ordonnant de recenser toute la terre – 02 ce premier recensement eut lieu lorsque Quirinius était gouverneur de Syrie. – 03 Et tous allaient se faire recenser, chacun dans sa ville d’origine. 04 Joseph, lui aussi, monta de Galilée, depuis la ville de Nazareth, vers la Judée, jusqu’à la ville de David appelée Bethléem. Il était en effet de la maison et de la lignée de David. 05 Il venait se faire recenser avec Marie, qui lui avait été accordée en mariage et qui était enceinte. 06 Or, pendant qu’ils étaient là, le temps où elle devait enfanter fut accompli. 07 Et elle mit au monde son fils premier-né ; elle l’emmaillota et le coucha dans une mangeoire, car il n’y avait pas de place pour eux dans la salle commune. 08 Dans la même région, il y avait des bergers qui vivaient dehors et passaient la nuit dans les champs pour garder leurs troupeaux. 09 L’ange du Seigneur se présenta devant eux, et la gloire du Seigneur les enveloppa de sa lumière. Ils furent saisis d’une grande crainte. 10 Alors l’ange leur dit : « Ne craignez pas, car voici que je vous annonce une bonne nouvelle, qui sera une grande joie pour tout le peuple : 11 Aujourd’hui, dans la ville de David, vous est né un Sauveur qui est le Christ, le Seigneur. 12 Et voici le signe qui vous est donné : vous trouverez un nouveau-né emmailloté et couché dans une mangeoire. » 13 Et soudain, il y eut avec l’ange une troupe céleste innombrable, qui louait Dieu en disant : 14 « Gloire à Dieu au plus haut des cieux, et paix sur la terre aux hommes, qu’Il aime. » 15 Lorsque les anges eurent quitté les bergers pour le ciel, ceux-ci se disaient entre eux : « Allons jusqu’à Bethléem pour voir ce qui est arrivé, l’événement que le Seigneur nous a fait connaître. » 16 Ils se hâtèrent d’y aller, et ils découvrirent Marie et Joseph, avec le nouveau-né couché dans la mangeoire. 17 Après avoir vu, ils racontèrent ce qui leur avait été annoncé au sujet de cet enfant. 18 Et tous ceux qui entendirent s’étonnaient de ce que leur racontaient les bergers.
18 Or, voici comment fut engendré Jésus Christ : Marie, sa mère, avait été accordée en mariage à Joseph ; avant qu’ils aient habité ensemble, elle fut enceinte par l’action de l’Esprit Saint. 19 Joseph, son époux, qui était un homme juste, et ne voulait pas la dénoncer publiquement, décida de la renvoyer en secret. 20 Comme il avait formé ce projet, voici que l’ange du Seigneur lui apparut en songe et lui dit : « Joseph, fils de David, ne crains pas de prendre chez toi Marie, ton épouse, puisque l’enfant qui est engendré en elle vient de l’Esprit Saint ; 21 elle enfantera un fils, et tu lui donneras le nom de Jésus (c’est-à-dire : Le-Seigneur-sauve), car c’est lui qui sauvera son peuple de ses péchés. » 22 Tout cela est arrivé pour que soit accomplie la parole du Seigneur prononcée par le prophète : 23 Voici que la Vierge concevra, et elle enfantera un fils ; on lui donnera le nom d’Emmanuel, qui se traduit : « Dieu-avec-nous » 24 Quand Joseph se réveilla, il fit ce que l’ange du Seigneur lui avait prescrit : il prit chez lui son épouse, 25 mais il ne s’unit pas à elle, jusqu’à ce qu’elle enfante un fils, auquel il donna le nom de Jésus.
Lc 2:1-18
01 En ces jours-là, parut un édit de l’empereur Auguste, ordonnant de recenser toute la terre – 02 ce premier recensement eut lieu lorsque Quirinius était gouverneur de Syrie. – 03 Et tous allaient se faire recenser, chacun dans sa ville d’origine. 04 Joseph, lui aussi, monta de Galilée, depuis la ville de Nazareth, vers la Judée, jusqu’à la ville de David appelée Bethléem. Il était en effet de la maison et de la lignée de David. 05 Il venait se faire recenser avec Marie, qui lui avait été accordée en mariage et qui était enceinte. 06 Or, pendant qu’ils étaient là, le temps où elle devait enfanter fut accompli. 07 Et elle mit au monde son fils premier-né ; elle l’emmaillota et le coucha dans une mangeoire, car il n’y avait pas de place pour eux dans la salle commune. 08 Dans la même région, il y avait des bergers qui vivaient dehors et passaient la nuit dans les champs pour garder leurs troupeaux. 09 L’ange du Seigneur se présenta devant eux, et la gloire du Seigneur les enveloppa de sa lumière. Ils furent saisis d’une grande crainte. 10 Alors l’ange leur dit : « Ne craignez pas, car voici que je vous annonce une bonne nouvelle, qui sera une grande joie pour tout le peuple : 11 Aujourd’hui, dans la ville de David, vous est né un Sauveur qui est le Christ, le Seigneur. 12 Et voici le signe qui vous est donné : vous trouverez un nouveau-né emmailloté et couché dans une mangeoire. » 13 Et soudain, il y eut avec l’ange une troupe céleste innombrable, qui louait Dieu en disant : 14 « Gloire à Dieu au plus haut des cieux, et paix sur la terre aux hommes, qu’Il aime. » 15 Lorsque les anges eurent quitté les bergers pour le ciel, ceux-ci se disaient entre eux : « Allons jusqu’à Bethléem pour voir ce qui est arrivé, l’événement que le Seigneur nous a fait connaître. » 16 Ils se hâtèrent d’y aller, et ils découvrirent Marie et Joseph, avec le nouveau-né couché dans la mangeoire. 17 Après avoir vu, ils racontèrent ce qui leur avait été annoncé au sujet de cet enfant. 18 Et tous ceux qui entendirent s’étonnaient de ce que leur racontaient les bergers.
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Zamora, aos 5 dias de Outubro de 1143
Ases de cartas de jogar portuguesas de 1770 representando a Serpe, timbre de Portugal. Ás de ouros (serpe com moeda de ouro), ás de espadas, ás de copas e ás de paus.
Imagem tirada da Guarda Gozosa.
Imagem tirada da Guarda Gozosa.
Na conclusão do encontro entre Dom Afonso Henriques e o seu primo Dom Afonso VII, rei de Leão e Castela, em Zamora, este reconhece aquele como rei (título que, aliás, o mesmo já usava desde 1140) perante o legado do Papa. Conhece-se o evento como Tratado de Zamora, embora talvez nenhum documento tenha chegado a sair desse encontro. A data é 5 de Outubro de 1143. É, para todos os efeitos, uma das datas-chave na história da autodeterminação de Portugal.
Já agora, aqui ficam algumas outras datas-chaves:
24/06/1128, Batalha de São Mamede
25/07/1139, Batalha de Ourique
05/10/1143, "Tratado" de Zamora
23/05/1179, Bula Manifestis probatum
14/08/1385, Batalha de Aljubarrota
01/12/1640, Aclamação de Dom João IV
domingo, 3 de julho de 2016
Livros e Manuscritos de Cozinha em Portugal
"Livro de Cozinha da Infanta Dona Maria".
Receita de Dom Luís de Moura para os dentes.
1530-1560 Anónimos (pelo menos seis)
Tratado de cozinha portuguesa. [manuscrito]
Conhecido como o "Livro de Cozinha da Infanta Dona Maria." Códice I. E. 33 da Biblioteca Nacional de Nápoles.
1680 Domingos Rodrigues
Arte de cozinha dividida em quatro partes, a primeira trata do modo de cozinhar varios guizados de todo o genero de carnes, e conservas, tortas, empadas, e pasteis. A segunda de peixes, mariscos, frutas, hervaa, ovos, lacticinios, doces, conservas do mesmo genero. A terceira de preparar mezai em todo o tempo do anno, para hospedar principes, e embaixadores. A quarta de fazer pudins, e preparar massas. Cópia digital da edição de 1821 na BNP.
Conhecido como "Arte de Cozinha de Domingos Rodrigues."
1715 Francisco Borges Henriques
Receitas de milhores doces e de alguns guizados particullares e remedios de conhecida expiriencia que fes Francisco Borges Henriques para uzo da sua caza. No anno de 1715. Tem seo alfabeto no fim. [manuscrito]
Chamado "receituário manuscrito", "manual doméstico" ou "livro de cozinha" de Francisco Borges Henriques. BN Cod. 7376.
1729 Maria Leocádia Monte do Carmo, freira clarissa
Livro de receitas de doces e cosinhados varios deste convento de Stta. Clara d'Evora. Soror Maria Leocadia Monte do Carmo Abbadeça. Stta. Clara de Evora 26 de 8bro de 1729. [manuscrito]
BN Cod. 10763.
1780 Lucas Rigaud
Cozinheiro moderno, ou nova arte de cozinha, onde se ensina pelo methodo mais facil... / dado a' luz por Lucas Rigaud. Cópias digitais das edições de 1780 e de 1807 na BNP.
1788 Anónimo
Arte nova, e curiosa, para conserveiros, confeiteiros e copeiros e mais pessoas.
Anunciado na Gazeta de Lisboa em 30 de Dezembro de 1788, supl. 3 de Janeiro de 1789.
18?? Anónimo
"Receitas Culinárias" [manuscrito]
Texto em Inglês. BN Cod. 158.
1836 Anónimo
Receitas de licores e de geleias. [manuscrito]
Textos em Francês e em Português encontrado numa colectânea compilada por Jacob Frederico Torlade Pereira de Azambuja entre 1836 e 1839.
1841 Anónimo [1.º Visconde de Vilarinho de São Romão]
Arte do cozinheiro e do copeiro, compilada dos melhores auctores que sobre isso escreveram modernamente, dada à luz por Um Amigo dos Progressos da Civilização.
1870 Paulo Plantier
O Cozinheiro dos Cozinheiros.
1875 O Manual do Conserveiro e Confeiteiro
1876 João da Mata
Arte de Cozinha.
1889 Novíssima Arte de Cozinha
1890 O Manual da Conserveira
1894 O Cozinheiro Indispensável
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
No século XX, os principais livros de cozinha portuguesa teriam sido, talvez, na minha opinião:
1946 Berta Rosa-Limpo e Jorge Brum do Canto
O Livro de Pantagruel (1.ª edição).
Com 1500 receitas.
1981 Maria de Lourdes Modesto
Cozinha Tradicional Portuguesa.
1997 Maria Manuel Limpo Caetano, Berta Rosa-Limpo e Jorge Brum do Canto
O Livro de Pantagruel (49.ª edição).
Com 5000 receitas.
Por fim, é indispensável mencionar a obra de Alfredo Saramago (1938-2008), o maior antropólogo e historiador da gastronomia portuguesa.
Por fim, é indispensável mencionar a obra de Alfredo Saramago (1938-2008), o maior antropólogo e historiador da gastronomia portuguesa.
Bibliografia sumária para este post:
Livros portugueses de cozinha.
Blog Arpose.
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Dioceses em Portugal e no Império Português
Chamadas mais comummente "Bispados" até ao século XIX, eis uma cronologia das dioceses territoriais criadas em Portugal e no Império Português até à Independência do Brasil em 1822 e ao fim de facto do Padroado Ultramarino Português em 1838. Mais uma vez, tudo isto é informação fàcilmente encontrada na Internet e apenas reorganizada aqui por mim.
Século III Diœcesis Bracarensis [Bracara Augusta, Braga]
Século IV Diœcesis Betecensis [Betecas, Boticas]
Século IV Diœcesis Eborensis [Ebora Liberalitas Iulia, Évora]
Século IV Diœcesis Olissiponensis [Olissipo, Lisboa]
Século IV Diœcesis Ossonobensis [Ossonoba, Faro]
Século IV Diœcesis Salariensis [Salacia, Alcácer do Sal]
Século V Diœcesis Aquæflauiensis [Aquæ Flauiæ, Chaves]
Século VI Diœcesis Conimbricensis [Conimbrica, Condeixa]
Século VI Diœcesis Dumiensis [Dumio, Dume]
Século VI Diœcesis Ægitaniensis [Ægitania, Idanha]
Século VI Diœcesis Lamecensis [Lamecum, Lamego]
Século VI Diœcesis Magnetensis [Magneto, Meinedo]
Século VI Diœcesis Pacensis [Pax Iulia, Beja]
Século VI Diœcesis Portus Calensis [Portus Cale, Porto]
Século VI Diœcesis Visensis [Viseo, Viseu]
Século VII Diœcesis Caliabriensis [Caliabria, Ciudad Rodrigo]
Do ano de 711 em diante os bispos cristãos saíram de suas dioceses e ao longo da Reconquista foram-se recriando as dioceses com bastas modificações. Como nota territorial, um código de cores: preto para a Metrópole, encarnado para África, lilás para o Oriente e verde para o Brasil; em itálico estão dioceses fora dos territórios sob domínio português, mas sob padroado português.
1070 Arcebispado de Braga
1080 Bispado de Coimbra [sucessora de Condeixa]
1114 Bispado do Porto
1143 Bispado de Lamego
1147 Bispado de Lisboa [1394 Arcebispado, 1716 Patriarcado]
1147 Bispado de Viseu
1166 Bispado de Évora [1540 Arcebispado]
1189 Bispado de Silves [sucessora de Faro]*
1199 Bispado da Guarda [sucessora da Idanha]
1382 Administração Apostólica de Valença do Minho [1514 extinta]
1417 Bispado de Ceuta [1640 para Espanha, 1851 Cádis e Ceuta]
1468 Bispado de Tânger [1630 Prefeitura Apostólica de Marrocos]
1499 Bispado de Safim [1542 extinto?]
1514 Bispado do Funchal [Arcebispado 1533-1551]
1533 Bispado de Goa [1557 Arcebispado; 1928 Goa e Damão]
1533 Bispado de Santiago do Cabo Verde
1533 Bispado de São Tomé na Ilha
1534 Bispado de Angra
1545 Bispado de Leiria [extinto 1882-1918]
1545 Bispado de Miranda do Douro [1780 extinto]**
1549 Bispado de Portalegre***
1551 Bispado de São Salvador da Bahia [1676 Arcebispado]
1557 Bispado de Cochim [1838 anexado ao Vicariato Apostólico de Verapoly, 1886 restaurada, 1952 fim do bispado português]
1558 Bispado de Malaca [1838 extinto]
1570 Bispado de Elvas [1881 extinto]
1575 Prelazia de São Sebastião do Rio de Janeiro [1676 Bispado]
1576 Bispado de Macau
1577 Bispado de Faro*
1588 Bispado de Funai [1625 extinto]
1596 Bispado de Angola e Congo [1716 para Luanda, 1940 Arcebispado]
1599 Bispado de Angamalé [1608 Arcebispado; 1610 transferido para Cranganor; 1838 extinto]
1606 Bispado de São Tomé de Meliapor [1952 extinto]
1612 Administração Apostólica de Moçambique [1783 Prelazia, 1940 Arcebispado de Lourenço Marques, depois Maputo]
1614 Prelazia de Olinda (Pernambuco) [1676 Bispado]
1659 Vicariato Apostólico do Malabar [1709 de Verapoly, 1886 Arcebispado]
1659 Vicariato Apostólico de Nanquim [1690 Bispado]
1677 Bispado de São Luís do Maranhão
1719 Bispado de Belém do Grão-Pará
1745 Bispado de Mariana (Minas Gerais)
1745 Bispado de São Paulo de Piratininga
1745 Prelazia de Goiás
1745 Prelazia de Cuiabá (Mato Grosso)
1770 Bispado de Beja
1770 Bispado de Bragança**
1770 Bispado de Penafiel [1778 extinto]
1770 Bispado de Pinhel [1881 extinto]
1771 Bispado de Castelo Branco [1881 extinto]***
1774 Bispado de Aveiro [extinto 1882-1938]
* Faro sucedeu a Silves que tinha sucedido à Ossonoba romana.
** Miranda do Douro e Bragança fundidas na de Bragança-Miranda.
*** Portalegre e Castelo Branco fundidas na de Portalegre-Castelo Branco.
Como referência, as dioceses ainda criadas sob tutela portuguesa:
1886 Diocese de Damão (Índia) [1928 extinta]
1922 Diocese de Vila Real
1940 Diocese de Díli (Timor-Leste)
1940 Diocese de Nova Lisboa [depois Huambo] (Angola)
1940 Diocese de Silva Porto [depois Kwito-Bié] (Angola)
1940 Diocese da Beira (Moçambique)
1940 Diocese de Nampula (Moçambique)
1940 Missão Sui Iuris da Guiné Lusitana [1955 Prefeitura Apostólica]
1954 Diocese de Quelimane (Moçambique)
1955 Diocese de Sá da Bandeira [depois Lubango] (Angola)
1957 Diocese de Malanje (Angola)
1962 Diocese de Inhambane (Moçambique)
1962 Diocese de Tete (Moçambique)
1963 Diocese do Luso [depois Lwena] (Angola)
1967 Diocese de Carmona-São Salvador [depois Uije] (Angola)
1970 Diocese de Benguela (Angola)
1970 Diocese de Xai-Xai (Moçambique)
1975 Diocese de Santarém
1975 Diocese de Setúbal
1977 Diocese de Viana do Castelo
Nave da Sé Catedral de Braga. Foto de http://arte.vmribeiro.net/?tag=se-de-braga
Século III Diœcesis Bracarensis [Bracara Augusta, Braga]
Século IV Diœcesis Betecensis [Betecas, Boticas]
Século IV Diœcesis Eborensis [Ebora Liberalitas Iulia, Évora]
Século IV Diœcesis Olissiponensis [Olissipo, Lisboa]
Século IV Diœcesis Ossonobensis [Ossonoba, Faro]
Século IV Diœcesis Salariensis [Salacia, Alcácer do Sal]
Século V Diœcesis Aquæflauiensis [Aquæ Flauiæ, Chaves]
Século VI Diœcesis Conimbricensis [Conimbrica, Condeixa]
Século VI Diœcesis Dumiensis [Dumio, Dume]
Século VI Diœcesis Ægitaniensis [Ægitania, Idanha]
Século VI Diœcesis Lamecensis [Lamecum, Lamego]
Século VI Diœcesis Magnetensis [Magneto, Meinedo]
Século VI Diœcesis Pacensis [Pax Iulia, Beja]
Século VI Diœcesis Portus Calensis [Portus Cale, Porto]
Século VI Diœcesis Visensis [Viseo, Viseu]
Século VII Diœcesis Caliabriensis [Caliabria, Ciudad Rodrigo]
Do ano de 711 em diante os bispos cristãos saíram de suas dioceses e ao longo da Reconquista foram-se recriando as dioceses com bastas modificações. Como nota territorial, um código de cores: preto para a Metrópole, encarnado para África, lilás para o Oriente e verde para o Brasil; em itálico estão dioceses fora dos territórios sob domínio português, mas sob padroado português.
1070 Arcebispado de Braga
1080 Bispado de Coimbra [sucessora de Condeixa]
1114 Bispado do Porto
1143 Bispado de Lamego
1147 Bispado de Lisboa [1394 Arcebispado, 1716 Patriarcado]
1147 Bispado de Viseu
1166 Bispado de Évora [1540 Arcebispado]
1189 Bispado de Silves [sucessora de Faro]*
1199 Bispado da Guarda [sucessora da Idanha]
1382 Administração Apostólica de Valença do Minho [1514 extinta]
1417 Bispado de Ceuta [1640 para Espanha, 1851 Cádis e Ceuta]
1468 Bispado de Tânger [1630 Prefeitura Apostólica de Marrocos]
1499 Bispado de Safim [1542 extinto?]
1514 Bispado do Funchal [Arcebispado 1533-1551]
1533 Bispado de Goa [1557 Arcebispado; 1928 Goa e Damão]
1533 Bispado de Santiago do Cabo Verde
1533 Bispado de São Tomé na Ilha
1534 Bispado de Angra
1545 Bispado de Leiria [extinto 1882-1918]
1545 Bispado de Miranda do Douro [1780 extinto]**
1549 Bispado de Portalegre***
1551 Bispado de São Salvador da Bahia [1676 Arcebispado]
1557 Bispado de Cochim [1838 anexado ao Vicariato Apostólico de Verapoly, 1886 restaurada, 1952 fim do bispado português]
1558 Bispado de Malaca [1838 extinto]
1570 Bispado de Elvas [1881 extinto]
1575 Prelazia de São Sebastião do Rio de Janeiro [1676 Bispado]
1576 Bispado de Macau
1577 Bispado de Faro*
1588 Bispado de Funai [1625 extinto]
1596 Bispado de Angola e Congo [1716 para Luanda, 1940 Arcebispado]
1599 Bispado de Angamalé [1608 Arcebispado; 1610 transferido para Cranganor; 1838 extinto]
1606 Bispado de São Tomé de Meliapor [1952 extinto]
1612 Administração Apostólica de Moçambique [1783 Prelazia, 1940 Arcebispado de Lourenço Marques, depois Maputo]
1614 Prelazia de Olinda (Pernambuco) [1676 Bispado]
1659 Vicariato Apostólico do Malabar [1709 de Verapoly, 1886 Arcebispado]
1659 Vicariato Apostólico de Nanquim [1690 Bispado]
1677 Bispado de São Luís do Maranhão
1719 Bispado de Belém do Grão-Pará
1745 Bispado de Mariana (Minas Gerais)
1745 Bispado de São Paulo de Piratininga
1745 Prelazia de Goiás
1745 Prelazia de Cuiabá (Mato Grosso)
1770 Bispado de Beja
1770 Bispado de Bragança**
1770 Bispado de Penafiel [1778 extinto]
1770 Bispado de Pinhel [1881 extinto]
1771 Bispado de Castelo Branco [1881 extinto]***
1774 Bispado de Aveiro [extinto 1882-1938]
* Faro sucedeu a Silves que tinha sucedido à Ossonoba romana.
** Miranda do Douro e Bragança fundidas na de Bragança-Miranda.
*** Portalegre e Castelo Branco fundidas na de Portalegre-Castelo Branco.
Como referência, as dioceses ainda criadas sob tutela portuguesa:
1886 Diocese de Damão (Índia) [1928 extinta]
1922 Diocese de Vila Real
1940 Diocese de Díli (Timor-Leste)
1940 Diocese de Nova Lisboa [depois Huambo] (Angola)
1940 Diocese de Silva Porto [depois Kwito-Bié] (Angola)
1940 Diocese da Beira (Moçambique)
1940 Diocese de Nampula (Moçambique)
1940 Missão Sui Iuris da Guiné Lusitana [1955 Prefeitura Apostólica]
1954 Diocese de Quelimane (Moçambique)
1955 Diocese de Sá da Bandeira [depois Lubango] (Angola)
1957 Diocese de Malanje (Angola)
1962 Diocese de Inhambane (Moçambique)
1962 Diocese de Tete (Moçambique)
1963 Diocese do Luso [depois Lwena] (Angola)
1967 Diocese de Carmona-São Salvador [depois Uije] (Angola)
1970 Diocese de Benguela (Angola)
1970 Diocese de Xai-Xai (Moçambique)
1975 Diocese de Santarém
1975 Diocese de Setúbal
1977 Diocese de Viana do Castelo
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