terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Chegaram uns magos do Oriente

André Gonçalves (1685-1754), Adoração dos Reis Magos.
Museu Nacional de Machado de Castro, Coimbra.

Mt 2:1-11
1 Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns magos vindos do Oriente. 2 E perguntaram: «Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.» 3 Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes perturbou-se e toda a Jerusalém com ele. 4 E, reunindo todos os sumos sacerdotes e escribas do povo, perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. 5 Eles responderam: «Em Belém da Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6 E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades da Judeia; porque de ti vai sair o Príncipe que há-de apascentar o meu povo de Israel.» 7 Então Herodes mandou chamar secretamente os magos e pediu-lhes informações exactas sobre a data em que a estrela lhes tinha aparecido. 8 E, enviando-os a Belém, disse-lhes: «Ide e informai-vos cuidadosamente acerca do menino; e, depois de o encontrardes, vinde comunicar-mo para eu ir também prestar-lhe homenagem.» 9 Depois de ter ouvido o rei, os magos puseram-se a caminho. E a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. 10 Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; 11 e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-no; e, abrindo os cofres, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra.

Versão da Bíblia dos Capuchinhos, da Difusora Bíblica, link aqui e aqui também.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim

Frères de Limbourg (Herman, Paul e Johan; fl. 1385-1416), Les Très Riches Heures du duc de Berry, Fólio 44v: A Natividade de Jesus. Musée Condé, Chantilly, France.

Mt 1:18-25
18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo. 19 José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. 20 Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. 21 Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.» 22 Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: 23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá-lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco. 24 Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa. 25 E, sem que antes a tivesse conhecido, ela deu à luz um filho, ao qual ele pôs o nome de Jesus.

Olivier de Gand e Jean d´Ypres, A Natividade, detalhe do retábulo-mor da Sé Velha de Coimbra (1498‐1502). Crédito fotográfico ao Secretariado Nacional Bens Culturais da Igreja, Portugal, na sua página do Facebook, 17/12/2014.

Lc 2:1-18
1 Por aqueles dias, saiu um édito da parte de César Augusto para ser recenseada toda a terra. 2 Este recenseamento foi o primeiro que se fez, sendo Quirino governador da Síria. 3 Todos iam recensear-se, cada qual à sua própria cidade. 4 Também José, deixando a cidade de Nazaré, na Galileia, subiu até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e linhagem de David, 5 a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que se encontrava grávida. 6 E, quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz 7 e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria. 8 Na mesma região encontravam-se uns pastores que pernoitavam nos campos, guardando os seus rebanhos durante a noite. 9 Um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor refulgiu em volta deles; e tiveram muito medo. 10 O anjo disse-lhes: «Não temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo: 11 Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor. 12 Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.» 13 De repente, juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, louvando a Deus e dizendo: 14 «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado.» 15 Quando os anjos se afastaram deles em direcção ao Céu, os pastores disseram uns aos outros: «Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer.» 16 Foram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado na manjedoura. 17 Depois de terem visto, começaram a divulgar o que lhes tinham dito a respeito daquele menino. 18 Todos os que ouviram se admiravam do que lhes diziam os pastores.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Frases de Mark Twain

Twain em 1907, Foto (c) Underwood & Underwood, sob Licença Creative Commons. 
Encontrei estas frases e a foto inicialmente aqui.

"When angry, count four; when very angry, swear."
- in The Tragedy of Pudd'nhead Wilson, 1894

"Familiarity breeds contempt—and children."
- in Mark Twain's Notebook, 1835

"Principles have no real force except when one is well-fed."
- in Extracts From Adam's Diary, 1906

"'Classic.' A book which people praise and don't read."
- in Following the Equator, 1897

"Do not put off till tomorrow what can be put off till day-after-tomorrow just as well."
- in Mark Twain's Notebook, 1835

"Golf is a good walk spoiled."
- in Greatly Exaggerated: The Wit and Wisdom of Mark Twain, ed. Alex Ayres, 1988

"Clothes make the man. Naked people have little or no influence in society."
- in Mark Twain's Notebook, 1835

"Everybody talks about the weather, but nobody does anything about it."
- Editorial in the Hartford Courant, Aug. 24, 1897

"Only one thing is impossible for God: To find any sense in any copyright law on the planet."
- in Mark Twain's Notebook, 1835

"Its name is Public Opinion. It is held in reverence. It settles everything. Some think it is the voice of God."
- in Europe and Elsewhere, 1923

"A gifted person ought to learn English (barring spelling and pronouncing) in thirty hours, French in thirty days, and German in thirty years."
- in A Tramp Abroad, 1880

"Against the assault of laughter nothing can stand."
- in The Mysterious Stranger, 1908

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

1.º de Dezembro de 1640: Restauração de Portugal

P O R T U G A L

(Desconheço o autor deste soberbo brasão de armas com a serpe de ouro, alada e nascente, em timbre, que tão raras vezes aparece. Note-se também os castelos que parecem mesmo castelos e não torres, como tantas vezes se vê; e não abertos mas fechados, isto é, com uma porta de ouro.)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Perdez du temps : lisez !

Percam tempo: leiam! Waste time: Read! Visto numa livraria em Angers, França. Já era tempo de alguém proclamar isto ao mundo! Foto tirada por mim próprio, hoje mesmo.

sábado, 11 de outubro de 2014

Post organoléptico






Este post é para ser degustado ao natural.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Não-conto...

sem título

Era uma vez um vendedor estático. Quando lhe perguntavam o que fazia na vida ele respondia:
— Sou vendedor estático.
Eles bem-intencionadamente corrigiam:
— Ambulante, quer o Sr. dizer.
Ao que ele replicava imediatamente:
— Não, não: vendedor estático.
— E o que faz um vendedor estático?
— Vende coisas estàticamente.
Ao olhar silencioso, interrogativo e incrédulo dos interlocutores após esta lauta explicação, ele expandia:
— O que eu faço é ficar na rua muito quieto enquanto as pessoas tentam comprar-me coisas.
— Ah... E conseguem?
— Não, porque eu fico estático!
Seguia-se sempre um breve silêncio porque os seus interlocutores procuravam a pergunta seguinte, que invariàvelmente era esta:
— E o que querem eles comprar de si?
— Paciência.
— Paciência?
— Sim, paciência. Tenho muita para vender.
— E os seus clientes precisam dela?
— Oh se precisam! Nenhum a tem, daí que tantos a queiram comprar.
— E porque não deixa de ficar estático e a vende?
— Se o fizesse gastaria logo toda a paciência que teria para vender!...
E aqui o vendedor estático fazia sempre uma pausa dramática.
— Houve, porém, uma vez em que consegui, de facto, vender paciência... A uma cliente que, no entanto, a tinha em abundância. Foi a única que esperou pacientemente.
— E quanto lhe cobrou?
— Nada, a paciência vende-se de graça.

Escrito em Angers, a 19 de Agosto de MMXIV