segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Citações, citations, quotations

"Um dia vou gritar à tua janela até tu a abrires. E depois fujo!"
- frase Nicola

"Desistimos e continuámos a viver."
- Mário-Henrique Leiria, in Contos do Gin-Tonic

"They do say, Mrs M., that verbal insults hurt more than physical pain. They are, of course, wrong as you will soon discover when I stick this toasting fork in your head."
- Blackadder the Third, 4th episode

"Coisinhas assim, sem outro alcance ou pretensão. Um encontrão, um sorvo, uma panela com sua tampa, que coincidam as arestas com as arestas, os nomes com os gestos e as coisas, não é de facto já uma conquista razoável?"
- Lídia Jorge, in A Costa dos Murmúrios

"... o mundo gosta de resgatar a sua responsabilidade com o esquecimento."
- Agustina Bessa-Luís, in Os Amantes Aprovados

"Ser feliz é uma arte e um desporto. Sem praticar não se chega lá."
- Francisco D'Orey, in Uma antologia de contos PT

"... il y avait du porc au menu.
— Le Coran l'interdit. Mais le Coran ne savait pas que le porc bien cuit ne donne pas de maladis. Nous autres, nous savons faire la cuisine. À quoi penses tu?
Janine ne pensait à rien, ou peut-être à cette victoire des cuisiniers sur les prophètes."
- Albert Camus, in La femme adultère

"L'homme est la seule créature qui refuse d'être ce qu'elle est."
- Albert Camus, in L'homme révolté

"Peut-être vaut-il mieux pour Dieu qu'on ne croit pas en lui."
- Albert Camus, in La peste

"Il n'est pas de punition plus terrible que le travail inutile et sans espoir."
- Albert Camus

domingo, 22 de agosto de 2010

Laerte

Eu adoro as tiras do Laerte!

Brinquedo

Foi um sonho que tive:
era uma grande estrela de papel,
um cordel
e um menino de bibe.

O menino tinha lançado a estrela
com ar de quem semeia uma ilusão;
e a estrela ia subindo, azul e amarela,
presa pelo cordel à sua mão.

Mas tão alto subiu,
que deixou de ser estrela de papel.

E o menino, ao vê-la assim, sorriu
e cortou-lhe o cordel.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Lisboa, Coimbra e Évora...


Tendemos a pensar que só houve uma universidade de facto em Portugal até 1911, a data da formalização republicana das universidades de Lisboa e do Porto. Esquece-se quase sempre a universidade em Évora por ter sido mantida por Jesuítas e não ensinar todas as matérias escolásticas. O certo é que, ainda que o studium generale fosse apenas um único de jure saltitando entre Lisboa e Coimbra, pode-se perfeitamente pensar nas universidades pré-1911 da seguinte maneira:

Universidade de Lisboa
> 1290-1308, 1338-1354, 1377-1537, 1911-hoje












Universidade de Coimbra
> 1308-1338, 1354-1377, (1443-1449), 1537-hoje














Universidade de Évora
> 1559-1759, 1973-hoje














Não acredito que Lisboa tenha perdido inteiramente o ensino, já que em 1537 muitos dos lentes se recusaram a viajar para Coimbra. Não estavam era dentro da universidade de jure. Bom, isto são só especulações minhas... Notas para pensar, pesquisar e quiçá escrever mais tarde qualquer coisa...

domingo, 4 de julho de 2010

Monumento aos bons professores.

Quino, "Mafalda 3"

Ora aqui está um bom post do De Rervm Natura. Coisas de senso comum que, felizmente, os bons professores sabem. Transcrevo apenas algumas frases.

"Ensina-se (...) a «aprender a aprender». Mas não se ensinam os conhecimentos que os alunos precisam de aprender".

"Ensina-se (...) a «aprender a aprender» Matemática. Mas o que é preciso mesmo é aprender Matemática".

"Importante não é o modo como se ensina e aprende, mas o que efectivamente se ensina, aprende e exercita".

"E é só o aprender (...) que potencia a capacidade para aprender mais e diferente".

Frases de Guilherme Valente publicadas na sua crónica no Expresso do dia 3 de Julho de 2010.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Valsa a dois


"Waltz in the Sun," by Jane Jones

Era uma vez um Pas-de-deux que queria ser uma Valsa. Mas, coitado, não conseguia, faltava-lhe um tempo, só tinha dois. E a Valsa, com os seus três tempos, estava acima das suas possibilidades.

Um dia, o Pas-de-deux saiu à rua. Tinha andado a poupar: ia comprar um tempo. Finalmente ia ter três tempos como uma Valsa! Apenas o curto percurso até à loja, para o qual os seus dois tempos bastavam, o separavam de ser uma Valsa. Mas nesse curto percurso encontrou uma bela Bossa Nova, daquelas que fazem os corações palpitar mais forte. Que linda que era! E como sincopava, rebolando.

O Pas-de-deux esqueceu-se do tempo que lhe faltava, esqueceu-se dos seus dois tempos. Foi atrás dela. Era difícil acompanhar o dançar sincopado da Bossa Nova, com aquele quarto tempo maroto que desliza mais além e faz deslizar outras vontades... Tentou acompanhá-la, tentou mesmo. Mas não conseguia e ela afastava-se cada vez mais.

Esteva quase a desistir. Ela parecia indiferente, concentrada nas suas síncopas. Mas então — e naquele instante o Pas-de-deux sentiu-se flutuar no ar! — a bela Bossa Nova virou a cabeça, olhou para ele, sorriu-lhe... e sincopou até ele. O Pas-de-deux estava parado, bloqueado. Sentia-se como num sonho, vendo-a chegar.

E chegando a ele, a Bossa Nova agarrou-o pela cintura e... começou a valsar. Um, dois, três; um, dois, três. Devagar, primeiro, depois mais rápido. Um, dois, três; um, dois, três. E sem perceber como, o Pas-de-deux conseguiu, com o sincopado da Bossa Nova, o seu terceiro tempo. Nunca teria sido preciso ir comprá-lo, sozinho nunca seria capaz de se tornar uma Valsa. Só uma parceira lhe podia dar o tempo que lhe faltava.

E os dois, agora fundidos numa eterna Valsa, dançaram até ao pôr-do-sol.

FIM

Escrito em York, a 17 de Junho de MMX.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

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