VI
Passou a porta e dali viu o bar vazio e com as grades abaixadas.
— Ói! Está cá alguém?
Ninguém respondeu. Ele deu mais um passo, virou um canto da parede e foi então...
— SURPRESA!!! — gritou em coro uma multidão de gente. — PARABÉNS MÁRIO!!!!!!!!
Era o dia de anos dele! Ele sabia bem, tinha-se lembrado ontem à noite. Mas hoje de manhã, ensonado e com tanto para fazer, o facto simplesmente escapou-se-lhe da memória. Era por isso que a sua data de nascimento lhe fazia sentido!...
— Então era isso! Vocês, vocês...
E lá estava a Yvonne, toda sorridente. Tudo tinha sido ideia dela, o código e tudo, que um colega tinha ido escrever no computador de Mário. Abraçou-o e deu-lhe um beijo — na face. Mas ficou agarrada a ele. Ele, os olhos a brilhar, sorria enormemente e começou a cumprimentar toda a gente, um por um, que lhe queria dar os parabéns.
— Mas afinal, what did the code say?
Yvonne deu uma gargalhadinha e respondeu:
— It said: "PARABENS MARIO HAPPY BIRTHDAY"! Each number replaces a single letter, like the riddle said.
— But there was a mobile number, wasn't there?
O grande sorriso dela ficou ainda maior. Ele arriscou:
— Is it... is it yours?
— Sim! — respondeu ela.
E beijou-o outra vez, mas desta vez não na face...
THE END
N. do A. Devo dizer (mais como nota para mim mesmo do que para os leitores) que não gosto nada desta Story in progress... Nunca a devia ter escrito. Foi uma experiência, tudo bem, para ver se eu conseguia escrever capítulo a capítulo um texto coerente. Falhou. Não consigo. Para escrever sem ter já em mente o fim tem de ser texto corrido, escrito de rajada, com curiosidade para saber como acaba, nada de capítulos separados por semanas e meses. Logo no segundo capítulo tive que imaginar todo o resto da estória senão não conseguia avançar! E depois demorei mais de seis meses para escrever o que já tinha na cabeça. Absurdo. E o texto e o enredo estão um nojo. Uma experiência a não repetir.




