sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Busque Amor novas artes...

Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar-me, e novas esquivanças;
que não pode tirar-me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.

Que dias há que na alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.

Luiz Vaz de Camoens

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A Marinha Portuguesa nas Guerras Napoleónicas

Quadro de Geoffrey Hunt que mostra a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro em 1807. Ao centro vê-se o navio-de-linha (nau) Príncipe Real com o pavilhão pessoal da Raínha (vermelho com as armas de Portugal) no mastro grande e a bandeira de Portugal (branca com as armas de Portugal) à popa; à direita está o navio-de-linha Afonso de Albuquerque, atrás deste o navio-de-linha Medusa e a fragata Urânia. À esquerda no quadro está o navio-de-linha britânico Malborough e à direita no quadro o navio-de-linha Bedford, que fizeram a escolta da esquadra real.


A frota da Marinha de Guerra Portuguesa era cobiçada tanto por Napoléon Ier como por Whitehall, com navios "em bom estado e de construção igual, senão superior, aos britânicos", nas palavras de Lord St Vincent, e de tamanho médio em comparação com outras frotas daquele tempo. Em 1807, quando a Família Real foi para o Brasil, os navios da Marinha de Guerra eram os seguintes:


Armada do Atlântico

-Navios-de-linha (naus) (14):
Príncipe Real (84 peças de artilharia) *
Afonso de Albuquerque (74) *
Raínha de Portugal (74) *
Conde Dom Henrique (74) *
Medusa (74) *
Príncipe do Brasil (74) *
Dom João de Castro (74) *
Martim de Freitas (74) *
Infante Dom Pedro (74) [= Martim de Freitas]
Santo António (74) [= Martim de Freitas]
Maria Primeira (74)
São Sebastião (74)
Nossa Senhora da Conceição da Ásia Feliz (74) nau de viagem
Príncipe Regente (74) (em construção, só foi lançada 1816 como Dom João VI)
Princesa da Beira (64)
Nossa Senhora de Belém (64) nau de viagem
Vasco da Gama

-Fragatas (17):
Amazona (50)
Pérola (50)
Tritão (44)
Golfinho (44) *
Minerva (44) *
Urânia (40) *
Princesa Carlota (36) *
Ulisses (36)
Vénus (36)
Activa (36)
Benjamim (22)
Real Voador (22)
Cisne [capturada por corsários 1802]
Fénix
Nossa Senhora da Graça [= Fénix]
Princesa do Brasil
Príncipe da Beira
São João, Príncipe do Brasil
Tétis

-Corvetas (2):
Andorinha (32)
Diligente (22)

-Brigues (18):
Vingança (28) *
Gaivota (22)
Voador (22) *
Lebre (22) *
Condessa de Resende (20)
Falcão
Serpente
Gavião
Balão
Caçador
Coroa
Espadarte
Galgo
Mercúrio
Vigilante
União
Europa
Minerva

-Charruas (10):
Téris (36) *
São João Magnânimo (26) *
Princesa da Beira (26) *
Princesa Real
Neptuno
São Carlos Augusto
Águia
Marquês de Angeja
Polyfemo
Príncipe Real

-Escunas (3):
Ninfa (18) *
Furão (16) *
Curiosa (16) *


* Navios que levaram a Família Real para o Brasil (e depois não voltaram).
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Armada da Índia

-Navios-de-linha (naus) (0):
São José Marquês de Marialva (54) [= N. S. Madre de Deus]

-Fragatas (3):
São Francisco Xavier e Santo António
Nossa Senhora da Guia ?
São Miguel [desmantelada 1804]
Temível Portuguesa
Real Fidelíssima
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Portanto, tinha 14 navios-de-linha e 67 navios no total.

v. Esparteiro "Catálogo dos navios brigantinos" 1976
v. Moreira Silva "A marinha de guerra portuguesa ..." 2009, tese de mestrado

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Garfield again

August 3rd 2009 Comic StripLove it...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Story in progress...

III

Sorriu involuntariamente. Apetecia-lhe rir... Depois de tantas horas de monotonia, qualquer coisa que interrompa é um pretexto para ser feliz.
Voltou à sua sala e sentou-se no seu lugar olhando para as folhas dispersas. Cruzou as mãos por detrás da nuca enquanto apoiava os cotovelos na mesa.
— Uffff... — suspirou. — Vamos lá!
Levantou a cabeça decidido a atacar o ficheiro em branco. Oh, em branco? Mas agora não estava em branco! Ai, ele bem se lembrava que tinha deixado aquilo tudo em branco, que tinha passado a tarde toda sem escrever uma linha de código! Mas o que era aquilo? Alguém se tinha esgueirado ali e teclado todo um programa em, quê, 10 minutos? Menos!
— Ai, queres ver...
Pensou, esperançada mas no fundo sabia que ingenuamente, que podia ser o código para o programa que ele precisava e estivera a tentar escrever. Olhou para o que estava escrito e tentou compreender. Leva sempre algum tempo a perceber o código de outra pessoa. Não, não era, claro, o que ele queria. Claro. Claro e evidentemente.
Parecia estar completo, debuged. Podia passar horas a tentar compreendê-lo, mas, bah, o melhor é corrê-lo e ver o que dá.
Correu-o.
Ao fim de segundos a mensagem que se apresentava no command line era esta:

Solve the Riddle or you shall be sorry!71912551FINDAWAY41996SOLVETHEMYSTERY81777029928417Type the answer:

sábado, 8 de agosto de 2009

Raúl Solnado (1929-2009)


quarta-feira, 15 de julho de 2009

¡Y viva Quino!



In ¡Cuánta Bondad!