sábado, 8 de agosto de 2009

Raúl Solnado (1929-2009)


quarta-feira, 15 de julho de 2009

¡Y viva Quino!



In ¡Cuánta Bondad!

domingo, 12 de julho de 2009

O Semeador de Estrelas

Estátua em Kaunas, Lituânia. Coisas que fazem sonhar...!

Story in progress...

II

Lá em cima, numa sala em tudo semelhante à de baixo, foi encontrar o seguinte espectáculo: uma figura franzina, em pé, debruçava-se sobre a torre de um computador, agarrava nela com as duas mãos e puxando a si todas as forças que parecia não possuir, soltou um guincho e levantou a dita torre o suficiente para ela depois cair no chão com uma pancada seca. Era a quarta que ele ouvia e a última que a torre pareceu aguentar: várias placas de metal e plástico lhe saltaram para fora, espalhando-se no chão.
— Yvonne, what are you doing?!
A pergunta era retórica. Ele sabia muito bem o que ela fazia, bem lhe apetecia a ele fazer isso tantas vezes!
— Je peux pas plus! Je ne peux pas plus!... — disse ela, ofegante e ainda debruçada, com os braços estendidos e as mãos apoiadas na torre vitimizada. Os cabelos compridos não lhe deixavam ver a cara.
Ele agarrou-a levemente pelos ombros e fê-la sentar numa cadeira. Ela levou as mãos à cara e suspirou. Não se percebia se chorava ou não, nem ela o saberia dizer. Ele passou um braço por trás dela mas não apertou muito. Ficou assim, num semi-abraço. Eram inúteis, palavras; ele sabia bem o que ela tinha: após horas e horas de revisão, o programa dela continuava sem funcionar... E lá estava o ficheiro de código no seu laptop, e o command line aberto e cuja última mensagem era de erro.
— Vá, come on, take a break. You can do it, but you need a break — disse-lhe ele.
Ela tirou as mãos da cara:
— Thanks... — suspirou. — I'll be fine.
Ele disse que estava lá em baixo e provavelmente havia de ficar pela noite fora. Ela agradeceu outra vez e ele saiu para as escadas. E foi a pensar como ela tinha sido judiciosa: em vez de atirar com o seu laptop (onde tinha o programa a correr), canalizou a fúria para um dos desktops do instituto! O bode expiatório, artifício tantas vezes usado para lançar a frustração...

domingo, 5 de julho de 2009

Ponta Delgada...

Belo fim-de-semana. Did me good.

sábado, 27 de junho de 2009

Duas Pequenas Animações 3D

Geri's game.Uma pequena animação deliciosa!

Kiwi!Uma pequena animação triste...

Story in progress...

I

O ficheiro de código continuava em branco e parecia que havia de continuar em branco durante muito tempo.
— Caraças...
Levou pela enésima vez a cabeça à mão esquerda, despenteando o cabelo despenteado, enquanto os seus olhos, pelo hábito, se direccionavam para as folhas e folhas de papel anotadas dispersas pela mesa. Na mão direita rodava um lápis, acrescentando de quando em quando, mecanicamente, mais qualquer coisa ao algoritmo, igualmente disperso pelas folhas dispersas.
Estava sozinho na sala. Já ali estava à quatro horas e meia... Tinha sido o primeiro a chegar, foi vendo os colegas a entrar um a um, e depois a sair e a voltar e a sair por fim despedindo-se. Levou finalmente as mãos ao teclado, decidido a escrever qualquer coisa, mas qualquer coisa que fosse, que dissesse a si próprio que aquelas quatro horas não foram perdidas. Escreveu uma variável "a=" e outra "b=". Hesitou milésimos de segundo, escreveu um forte palavrão e comentou-o.
— Argh! — e bateu com as duas mãos e a testa na mesa com toda a raiva. — Ai! F...
Ao mesmo tempo ouve o som de uma pancada forte por cima dele e folículos de estuque nevaram-lhe em cima. Nos primeiros momentos nem deu por isso, mas outra pancada soou e mais estuque se desprendeu do tecto.
"Mas que raio", pensou. Deserto por arranjar uma desculpa que o afastasse dali, levantou-se mais depressa do que era necessário e encaminhava-se já para a porta quando ouviu um grito agudo, também vindo de cima, outra pancada e mais estuque caiu.
— Mas que raio?...
E largou a toda a pressa para as escadas. Mas o que é que poderá estar a acontecer?

Lisboa, 27 de Junho de MMIX