quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Diz que o Universo fez anos... Parabéns Universo!

A ideia de que o Universo terá exactamente 6010 anos e 1 dia é das mais deliciosas que já pude saborear! Para quem quer ser enganado saiba que o Universo foi criado por Deus (ou terá sido pela Trindade?) no dia 23 de Outubro de 4004 a.C., um Domingo (lamento, não sei a que horas foi)...

É fantástico, maravilhosamente místico, que haja pessoas que conseguem não só acreditar nisto e viverem o seu dia-a-dia acreditando nisto como, mais incrível para mim, terem um conhecimento tão reduzido da realidade que conseguem acreditar numa data tão exacta sem sequer questionar nada! E mais: usam Darwin para atacar o evolucionismo, dizem que Darwin não explica a origem da Vida. Bom, realmente Charles Robert Darwin não apresentou uma hipótese para explicar a origem da Vida (nem tão pouco era obrigado a isso, como os criacionistas parecem crer), apresentou uma hipótese para explicar a origem das Espécies (quem lesse o título do livro talvez suspeitasse logo); portanto, só posso concluir que, ou o Darwin que essas pessoas atacam deve ser outro que não o autor de "On the Origin of Species", ou que essas pessoas estão no limiar da ignorância... resta saber se do lado de cá se do lado de lá...

Para saberem mais leiam os excelentes posts de Palmira F. da Silva no De Rervm Natvra.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Um conto...

De vez em quando gosto de escrever. Escrever um texto, um conto, escrever apenas. Deixo agora aqui um desses meus pequenos textos, um "sem título", que é o título que a maior parte deles tem.

sem título

A luz do candeeiro estava demasiado forte. As canetas dançavam no tampo da mesa. Eu disse-lhes para pararem, mas elas fingiam que não me ouviam. E o candeeiro recusava-se a ser desligado. Como é que eu podia escrever no meio daquela algazarra toda? Ainda pedi à velha borracha azul para tentar acalmar as canetas, mas esqueci-me que nos dias de hoje as canetas já só têm respeito pelos correctores…

“PAREM!”, gritei eu, apenas num gesto de frustração, sabendo perfeitamente que não serviria de nada. E levantei-me e fui para a cozinha. Lá também não se podia estar: as panelas e as loiças coscuvilhavam, os talheres faziam amor dentro da gaveta, os armários e o frigorífico queixavam-se uns aos outros do peso das peças que tinham de aguentar, e mal eu entrei começaram a queixar-se a mim! Mas o mais sonoro de todos os objectos era, sem dúvida, a televisão.

“Acalmem-se, eu vou resolver isso… e tu não te podias calar um bocadinho?”, falei, tentando acalmar os queixumes dos armários e os ruídos da televisão. Precisava acalmar-me. Interrompi a conversa de um copo (que barafustou e eu pedi desculpa) para beber um pouco de água, mas, para variar, o lava-loiças era o único utensílio que já estava a dormir: nem uma gota de água saiu da torneira… Devolvi às suas conversas o copo, zangadíssimo por ter sido interrompido para nada (como eu o percebia!) e saí.

Fui para o quarto e deitei-me. Mas a cama atirou-me borda fora, que ainda não eram horas de dormir e ela queria aproveitar todos os momentos sem quilos a mais! Fiquei com a sensação que na manhã seguinte ia dormir uns quartos de hora a menos… Era uma cama muito temperamental. Os livros saltavam na estante, como acontecia sempre que eu passava. “Lê-me! Lê-me!”, “Não! A mim! A mim!”, “Agora eu! Agora eu!” Livros, sempre bajuladores…

Não sei o que estava a dar aos objectos, naquela noite, mas se o estúdio, a cozinha e o quarto estavam assim, melhor era nem tentar a casa de banho! Decidi enfrentar outra vez as canetas. Ainda dançavam. Desta vez experimentei a diplomacia. “Ouçam, se vocês pararem de dançar por hoje, eu prometo que só as uso para assinar documentos importantes.” Eu achava que era uma boa proposta: as canetas pelam-se por burocracia! “Isso inclui as esferográficas?”, perguntou ainda uma. “Sim, e os marcadores fluorescentes prometo que já só os uso para marcar livros técnicos!” (Os marcadores detestam que os usem senão para marcar calhamaços. Uma vez usei um para marcar poesia e nunca mais consegui marcar mais nada com ele. São instrumentos muito técnicos.) Um lápis novo, afiado, ainda tentou levar dali qualquer coisa, mas com ele não me preocupei: os outros lápis são todos velhos pequeninos que querem é sossego e desenho à vista. Consegui! Aceitaram recolher-se e o sossego voltou. O candeeiro até baixou a intensidade luminosa de sua livre vontade.

Disse “então, vamos trabalhar?” ao meu laptop, que me olhou ensonado, mas eu sabia que ele só precisava iniciar para ficar com a genica toda. Abri o processador de texto e quis começar a escrever. Oh diabo, depois de tanta coisa não me vinham ideias nenhumas! Ainda fiz um esforço pensativo. Nada. Então desisti e escrevi: A luz do candeeiro estava demasiado forte. As canetas dançavam no tampo da mesa

Escrito em Coimbra, a 13 de Agosto de MMVII

domingo, 21 de outubro de 2007

"Yes, Prime-Minister"

"Power to the People"

"The Ministerial Broadcast"

Portugal


Portugal é uma Nação Soberana fundada (como todos os cidadãos portugueses sabem) em 1143 por um Afonso filho de Henrique (portanto Henriques), data a partir da qual iniciou uma epopeia vasta e heróica que perdura até hoje! E vivemos todos contentes a pensar que Portugal tem quase 900 anos e que tudo o que era anterior a 1143 era "antes da fundação". Isto, a meu ver, é errado devido sobretudo a um conceito: nacionalidade.

A primeira data que conseguimos ligar a uma identidade portuguesa é 868 d.C., data em que Alfonso III, Rei das Astúrias, após conquistar aos Mouros Omíadas as cidades Portucale e Coimbra, fez desses territórios condados autónomos. Ora, para ele doar um feudo com tanta certeza é porque já havia ali uma identidade a nascer.

A chamada Casa de Vímara Peres foi a primeira Casa reinante portuguesa. Como condes, é certo, mas condes feudais, com elevada autonomia e espaço de acção. Vários deles, aliás, tentaram a independência. Eis a listagem:

Data de
Governo:
868-873 Vímara Peres, Conde de Portucale
873-873? Lucídio Vimaranes, Conde de Portucale
873?-c.924 Onega Lucídes x Diogo Fernandes, Condes
c.924-c.950 Mumadona Dias x Mendo Gonçalves, Condes
c.950-999 Gonçalo MendesMagnus Dux Portucalensium
999-1008 Mendo II Gonçalves, Conde de Portucale
1008-1015 Alvito Nunes, Conde de Portucale
1017-1028 Ilduara Mendes x Nuno Alvites, Condes de Portucale
1028-1050 Mendo III Nunes, Conde de Portucale
1050-1071 Nuno II Mendes, Conde de Portucale

A seguir, o Conde Nuno II, que tinha intenções altamente independentistas, foi vencido em batalha, em 1071, pelo seu senhor feudal, o Rei Garcia II da Galiza. Este juntou Portucale ao título e passou a ser Rei da Galiza e Portucale, elevando nominalmente o Condado de Portucale, Estado vassalo, a Reino de Portucale, pertencente à Coroa. 

E houve umas grandes confusões entretanto: os Reis Alfonso VI de Leão e Sancho II de Castela aliaram-se contra o Rei Garcia II da Galiza e Portucale, venceram-no (1072) and shared the proceedings; Alfonso acabou por trair Sancho e tornou-se dono e senhor dos três Reinos (by the way, Garcia, Alfonso e Sancho eram irmãos). Portugal só passou outra vez a feudo em 1093, quando o Rei Alfonso VI de Leão, Castela, Galiza e Portucale decide doar como feudo aquelas terras do Sul, doá-las àquele senhor Henri que vem de Bourgogne. E a partir daqui é que nos começam a ensinar na Escola Primária.

Também havia o Condado de Coimbra, que durou muito menos tempo, mas que se sabe que existiu tempo suficiente para que a sua população, ainda no tempo do Rei Afonso Henriques, fosse significativamente diferente da população de Portucale! Ou seja, os dois territórios já estavam num processo de criação de nacionalidades diferentes, o que teria ocorrido se não se tivessem fundido sob uma só governação.

Assim temos, roughly:

868-1139 (271 anos) Condado Autónomo
1139-1910 (771 anos) Reino Independente
1910-2007 (097 anos) República Soberana

Total: 1139 anos de existência como Estado

Estatìsticamente:
23,8 % do tempo de existência foi Condado
67,7 % do tempo de existência foi Reino
08,5 % do tempo de existência foi República

Viva a Monarquia!

Bandeira Pessoal d'El-Rei Dom Pedro II de Portugal e dos Algarves d'Àquém e d'Àlém Mar em África etc.
Bandeira Oficial do Presidente da República Portuguesa

Semelhanças? Parece-me que sim.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

O RAP-Marcelo

Assim, Não ("Diz que é uma espécie de Magazine", 03/04/2007)

As Falhas de Marcelo ("Diz que é uma espécie de Magazine", 08/10/2007)

sábado, 6 de outubro de 2007

Collèges Universitaires à Paris


Cette information est dans la Wikipédia. J'ai simplement essayé de la mêtre dans une ordre que me plaisais plus. Voyez plûtot
http://fr.wikipedia.org/wiki/Collège_%28Moyen_Âge%29 pour l'Histoire des Collèges à Paris.

COLLÈGES DE L'UNIVERSITÉ DE PARIS (1150):
1180 Collège des Dix-Huit* ou de Notre-Dame (renouvelé en 1368)
1208 Collège des Bons-Enfants-Saint-Honoré*
1209 Collège des Mathurins
1217 Collège de Saint-Nicolas-du-Louvre
1229 Collège des Dominicains ou Jacobins
1229 Collège de Sainte-Catherine-du-Val-des-Écoliers
1230 Collège des Cordeliers
1246 Collège des Bernardins, de Saint-Bernard ou de Cîteaux
1250 Collège des Bons-Enfants-Saint-Victor
1253 Collège de Sorbonne
1255 Collège de Prémontré ou de Saint-Anne
1261 Collège des Augustins
1261 Collège de Cluny
1268 Collège du Trésorier* ou de Notre-Dame de Rouen
1263 Collèges des Charités Saint-Denis
1274 Collège de Calvy (Petite Sorbonne)
1275 Collège de Danemark ou de Dace
1280 Collège d'Harcourt
1291 Collège d'Uppsala ou de Suesse
1295 Collège des Cholets*
1303 Collège du Cardinal Lemoine
1304 Collège de Navarre ou de Champagne
1308 Collège de Bayeux* 1308
1313 Collège de Presles*
1314 Collège de Laon*
1314 Collège de Montaigu
1317 Collège de Cornouailles*
1317 Collège de Narbonne*
1317 Collège de Linköping
1322 Collège du Plessis
1325 Collège de Tréguier*
1325 Collège de Carembert (ou Karembert) ou de Léon
1329 Collège de Marmoutier
1330 Collège de Bourgogne*
1332 Collège d'Arras* (1302)
1333 Collège des Écossais
1333 Collège de Tours*
1334 Collège de Hubant* ou de l'Ave-Maria (1339)
1334 Collège des Lombards
1335 Collège de Lisieux
1337 Collège d'Autun*
1338 Collège de Chanac Pompadour* ou de Saint-Michel
1339 Collège de Toul ou de Thou
1343 Collège Mignon* ou de Grammont
1348 Collège de Cambrai* ou des Trois Évêques
1348 Collège des Allemands
1353 Collège de Tournai
1353 Collège de Boncourt
1354 Collège de Justice*
1358 Collège de Boissy*
1362 Collège de la Marche-Winville (Constantinople?)
1367 Collège de Vendôme
1370 Collège de Beauvais* ou de Dormans
1370 Collège de Maitre Gervais* ou de Notre-Dame de Bayeux
1380 Collège de Dainville*
1394 Collège de Fortet*
1427 Collège de Séez* ou Sées
1443 Collège de Reims* et Collège de Rethel (1412, réunis en 1443)
1450 Collège de Coqueret
1460 Collège Sainte-Barbe* (COLÉGIO DE SANTA BÁRBARA)
1515 Collège de la Merci
1526 Collège du Mans*
1563 Collège de Clermont puis Collège Louis-le-Grand en 1682
1569 Collège des Grassins
1578 Collège des Irlandais
1661 Collège des Quatre-Nations (Collège Mazarin)
1657 Collège des Trente-Trois
Collège de Tonnerre XVe siècle
Collège de Donjon, uni à Tréguier XVe siècle
Collège du Dauphiné fondé en 1538, non établi
Collège de Saint-Nicolas-du-Chardonnet
Collège d'Aubusson
Collège de Skara
Collège de Vézelay

TOTAL 74

* ces Collèges sont réunis en 1763 au Collège Louis-le-Grand.

Toutes les Collèges ont été supprimés en 1793 avec l'Université elle mêmme. Aujourd'hui il y a 13 Universités de Paris après la division de la anciènne Université, aucune avec des Collèges.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

No dia 5 de Outubro... Viva a Monarquia!!!